Minhoca na Cabeça

Autor desconhecido disse: Discursos são como bebês, fáceis de conceber, mas difíceis de dar à luz.

Notícias do autor

3 de Julho de 2009 às 10:00
Por: Rosa Maria Kahl Lehmkuhl

Tecnologia intrigante é essa da televisão... Programação irritante é essa da TV aberta brasileira!
A TV é uma coisa que me irrita com profundidade (não que isso seja lá uma coisa muito difícil de acontecer...)!
Os programas, na imensa maioria, me causam ojeriza... me deixam espantada com tamanhas bizarrices, com tanta falta de bom senso, com seus excessos apelativos...
Há mais de duas décadas não assisto a uma novela sequer...
Vi, tem uns oito anos, alguns capítulos de uma novela das seis que tinha o Eduardo Moscovis no papel de um caipira muito engraçado que brigava sem parar com o "amor de sua vida" (tudo clichê, eu sei! Mas era engraçado...). Antes dessa, a derradeira foi Tieta do Agreste, vejam só, do final da década de 80... E, a impressão que me fica após cada "chamada" noveleira dos intervalos comercias que hoje dou o azar de ver, é que pouco ou nada mudou...
A mesmice me causa náuseas!
Prefiro, então, os livros...
Personagens de livros são melhores, mais densos, mais fortes, mais verdadeiros, mais representativos do que temos de melhor e de pior enquanto "humanidade", enquanto sociedade!
Todavia, entretanto, porém... Assisto, por óbvio, uma ou outra coisa e sou obrigada a admitir que lá uma vez ou outra há ali coisas que valham os minutos que se fica na frente da telinha...
Exemplo? O Globo Rural!
Na minha visão de "leiga de pai e mãe" nos assuntos agropecuários, tudo o que lá é abordado parece bem feito: o espelho da realidade mostrado pela Televisão! (Não sei se é mesmo isso, ou se funciona como nos assuntos jurídicos e/ou médicos em que percebemos os deslizes dos jornalistas que dão pitacos nas profissões alheias sem um bom consultor por perto e acabam dizendo algumas asneiras...).
Mas ainda não é bem disso que quero falar...
Minha intenção é mesmo de destilar minha admiração por uma personalidade dos meios televisivos "globais": o jornalista José Hamiltom Ribeiro!
Do alto de toda a mística que lhe empresta o fato de já ter atuado como corresponde de guerra (Vietnã) e de trabalhar como jornalista por mais de 5 décadas, o sujeito, que mais se parece com um dos muitos matutos com os quais conversa em suas matérias, é uma das pessoas mais inteligentes da cena televisiva atual, na minha modesta opinião!
Assisti a duas ou três entrevistas dadas por ele, que serviram para aumentar ainda mais minha admiração...
Tão culto, tanta bagagem pessoal e profissional e tão irremediavelmente simples como ser humano...
Suas matérias são de um lirismo impressionante... Como ele mesmo diz: - Dá gosto de ver!!!
A última, sobre pedra de moinho, exibida no domingo, 28, era um convite aos velhos tempos... Era como se dissesse: Vamos todos resgatar um modo mais simples e valoroso de viver? Vamos todos deixar de lado essa vida corrida, ligeira, cansada, pós-industrializada, desvalorizada e nos "jogar de cabeça" na redescoberta do antigo modo caipira das nossas raízes rurais?
Sem mais me alongar, o que quero registrar é que, no meio de tanta porcaria descartável (opinião pessoal, vejam bem!) ou pelos pais/educadores censurável que passam na telinha, ainda vale a pena sentar com toda a família defronte à TV e ser presenteado com poesia em forma de matéria jornalística!
Enfim, tudo se resume a uma questão de escolha...
Apertar o botão do liga/desliga nas horas certas, não é?

2 de Julho de 2009 às 11:00
Por: Rosa Maria Kahl Lehmkuhl

Ivan Lessa
Colunista da BBC Brasil


Acho que em matéria de histeria coletiva a última que tive ocasião de presenciar, de longe e temeroso, foi a morte de Diana, princesa de Gales.

Felizmente, passou o pior e o país, ou grande parte dele, voltou à sua habitual pachorra, com os meios de comunicação prestando contas da falta de prestação de contas e absurdos de malversação de verbas dos senhores parlamentares britânicos. Diana? Who she? Muitos perguntam.
Leio, tanto na net quanto num jornal "em carne e osso", que a imprensa escrita e televisada anda perdendo ponto adoidada para a informatização.
Adoidada é a palavra-chave. Na quinta-feira, aqui, começou a cobertura da morte de Michael Jackson. Eu disse "cobertura"? Pois disse-o mal.
A morte de Michael Jackson foi o maior massacre mediático dos últimos vinte séculos. Pelo menos do meu posto de urubuservação.
A única comparação possível ao desmando é se Jesus Cristo ressuscitasse, morresse e, no mesmo dia, ressuscitasse de novo, desta vez negro. Possivelmente, Nosso Senhor não teria preenchido tanto espaço nos jornais e na televisão.
Na sexta-feira, aquele que para mim é o melhor telejornal britânico, o Channel Four News, dedicou toda sua edição ao (devem ter dito) "infausto acontecimento".

26 de Junho de 2009 às 09:49
Por: Rosa Maria Kahl Lehmkuhl

Lamentável a "vida" de Michael Jakson... A vida sim, não a morte!
Como a maioria dos que hoje beiram os 40, fui fã dele, ansiava por seus novos trabalhos e os adquiria assim que lançados... Os clipes dele no Fantástico "pagavam" a minha semana... Valia mesmo a pena ver, assim como vale a pena rever, tanto que já os procurei no Yotube para mostrá-los às minhas filhas...
Mesmo assim, lamento a vida...

15 de Maio de 2009 às 10:00
Por: Rosa Maria Kahl Lehmkuhl

Esse texto é atribuído a Arnaldo Jabor, mas tenho minhas dúvidas de que seja de fato de Jabor. Recebi por email em setembro 2006. Independente da autoria, e que me perdoe o Jabor se estou usando seu nome indevidamente, acho-o interessante e taí, dividido com a comunidade do Minhoca.

"Está na moda - muitas mulheres ficam em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pêlos pubianos nos salões de beleza. Ficam penduradas em paus-de-arara e, depois, saem felizes com apenas um canteirinho de cabelos, como um jardinzinho estreito, a vereda indicativa de um desejo inofensivo e não mais as agressivas florestas que podem nos assustar. Parecem uns bigodinhos verticais que (oh, céus!...) me fazem pensar em... Hitler.

Silicone, pêlos dourados, bumbuns malhados, tudo para agradar aos consumidores do mercado sexual. Olho as revistas povoadas de mulheres lindas... e sinto uma leve depressão, me sinto mais só, diante de tanta oferta impossível. Vejo que no Brasil o feminismo se vulgarizou numa liberdade de "objetos", produziu mulheres livres como coisas, livres como produtos perfeitos para o prazer. A concorrência é grande para um mercado com poucos consumidores, pois há muito mais mulher que homens na praça (e-mails indignados virão...) Talvez este artigo seja moralista, talvez as uvas da inveja estejam verdes, mas eu olho as revistas de mulher nua e só vejo paisagens; não vejo pessoas com defeitos, medos. Só vejo meninas oferecendo a doçura total, todas competindo no mercado, em contorções eróticas desesperadas porque não têm mais o que mostrar. Nunca as mulheres foram tão nuas no Brasil; já expuseram o corpo todo, mucosas, vagina, ânus.

8 de Maio de 2009 às 10:00
Por: Rosa Maria Kahl Lehmkuhl

VÍCIO FORENSE

Dois zeladores do Fórum local, muito caipiras, mas extremamente observadores, numa certa manhã de pouco serviço, depois de vinte anos de trabalho no local, habituados aos linguajar forense, mas nem sempre conhecendo o significado dos termos, postaram-se a prosear:

-  Compadre João, hoje amanheci agravado. Tentei embargar esse meu sentimento retido, até que decaí. "Cassei" uma forma de penhorar uma melhora, arrestar um alento, seqüestrar um alívio, mas a dor fez busca e a apreensão da minha felicidade.
Tive uma conversa sumária com a minha filha sobre o ordinário do noivo dela. Disse que vou levar aquele réu pro Fórum, seja em que foro for. Vou pedir ao Juízo, ao Ministério Público, de qualquer instância ou entrância. Não importa a jurisdição, mas esse ano aquele condenado casa.

- Calma, compadre Pedro - interrompeu o zelador João.
Preliminarmente, sem querer contestar ou impugnar sua inicial, aconselho o senhor a dar uma oportunidade de defesa para o requerido - atente para o contraditório.
Eu até dou pro senhor uma jurisprudência a respeito: minha filha tinha, também, um namorado contumaz, quase revel. O caso deles, em comparação ao da sua filha, é litispendência pura; conexão, continência.. . E eu consegui resolver o incidente.
Acho que o senhor tá julgando só com base na forma, sem analisar o mérito.

O zelador Pedro, após ouvir, retrucou:

8 de Maio de 2009 às 09:54
Por: Rosa Maria Kahl Lehmkuhl


Por mais comercial que seja esta data, não dá pra negar o quanto nos emocionamos com as homenagens, com o carinho, com o afeto e com a certeza de pertencimento que nos rendem nessa época...

Choreeeeeeeeiiiiii, hoje cedo!! Homenagem às mães no IMA e lá estava eu e muitas outras (até alguns pais, é verdade), todos a ouvir seus rebentos ? liiiiiiiindos ? cantando músicas feitas para...

4 de Maio de 2009 às 11:00
Por: Rosa Maria Kahl Lehmkuhl

Não se pode chamar a isso de simples brincadeira de mau gosto, não é?
 
Empregada queimada com ferro pelo gerente receberá indenização por danos morais
Fonte: TRT 18ª Região   

Ex-secretária de uma auto mecânica em Goiânia deverá receber indenização por danos morais, estéticos e materiais no valor de R$ 38 mil. Ela foi queimada com um ferro pelo gerente da reclamada e carrega nos ombros a marca da empresa. O juiz Platon Teixeira de Azevedo Neto, da 8ª Vara do Trabalho de Goiânia, considerou como “bárbaro” o ato praticado, que gerou danos físicos e psíquicos inegáveis à trabalhadora.
Em sua sentença, o magistrado relata que o gerente brincava com um ferro de marcar pneus e “marcou” a reclamante nas costas, deixando as letrasHLno ombro esquerdo da obreira. Nesse momento, o gerente ainda disse à secretária, em tom de ironia, que “vaca se marca aqui”. A empresa, em sua defesa, alegou que não era responsável pelo fato, justificando a tese de que o ocorrido não tinha relação com a atividade comercial que exercia.
No entanto, o juiz reconheceu a responsabilidade da reclamada em razão de que o gerente praticou o fato enquanto estava sob o poder diretivo do empregador, dentro do ambiente de trabalho, “pouco importando se o fato possui ou não relação direta com a atividade da empresa”.
Para o julgador, o nexo de causalidade entre os fatos ocorridos no ambiente de trabalho e o constrangimento suportado pela parte reclamante é cristalino, assim como a responsabilidade civil decorrente da conduta culposa da empregadora (omissão), ao permitir que o gerente queimasse a reclamante e a deixasse com uma marca retirável somente com procedimento cirúrgico. “Chega a ser estarrecedora a história vivenciada pela funcionária, que foi marcada como gado, e suportou a dor da queimadura e a humilhação de carregar a marca desde o acontecimento”, ressaltou o juiz.
O magistrado citou em sua fundamentação a letra da música “Admirável Gado Novo”, de Zé Ramalho, que faz uma denúncia social da exploração do homem pelo homem. Segundo o magistrado, “a esperança de tempos melhores trazida pela música, ao ressaltar que o povo é 'marcado', mas feliz, somente tem sentido no campo metafórico, pois ninguém imaginaria alguém feliz marcado literalmente como gado”, concluiu.
Nesse sentido, o juiz deferiu danos morais no valor de R$ 30 mil, danos estéticos, no valor de R$ 5 mil e danos materiais, no valor de R$ 3 mil.

Processo nº 00345-2009-008-18-00-2

1 de Maio de 2009 às 11:00
Por: Rosa Maria Kahl Lehmkuhl

Pela terceira vez recebi um e-mail atribuído à Karla Christine - Psicóloga Clínica que, após ter assistido o filme sobre a vida de Cazuza, se expressa de forma contrária e contundente ao que ela chama de “cultivar ídolos errados” (digo, desde já, que sou contrária a qualquer iconoclastia)...
Num determinado momento de seu manifesto/desabafo, ela diz: “Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.”
E eu, humildemente abalizada pela experiência de ser triplamente mãe, com uma filha na faculdade (pública) e outra almejando numa delas entrar ainda este ano ou no próximo, venho aqui expressar o que penso a respeito desse assunto específico!
Infelizmente Cazuza não foi o único, nem o primeiro e nem tampouco o último ser sensível a ser sufocado por este mundo insano, em que os valores, as prioridades da vida, são destemida e constantemente deturpadas por todos, inclusive por aqueles que deveriam trasladá-los às gerações futuras...
Penso cá comigo que para que não mais víssemos com que brevidade talentos verdadeiros tão preciosos são frequentemente ceifados (cito: Janis Joplin, Elvis Presley, Elis Regina, Cazuza e, se nada for feito, logo, logo, Amy Whinehouse), seria necessário: "Que o natal não fosse um dia, que as mães fossem Marias e que os pais fossem Josés, e que a gente parecesse com Jesus de Nazaré"...  E eu tampouco estava pensando em qualquer espécie de deus....
Apenas no amor...

28 de Abril de 2009 às 13:54
Por: Rosa Maria Kahl Lehmkuhl

"Sou obrigado a reconhecer que, com toda a corrupção que teve de um tempo para cá, o que encontramos no governo Collor deveríamos ter enviado para o juizado de pequenas causas"..




28 de Abril de 2009 às 11:00
Por: Rosa Maria Kahl Lehmkuhl

Não obstante as escolhas pessoais ou os inimigos que tenha angariado em sua vida, considero Paulo Francis insuperável por sua verve, sua inteligência e sagacidade, seu modo crú e sem têmpera de nos mostrar aspectos cotidianos da política brasileira, da nossa sociedade.
Por isso, aqui está, para dividir com todos os que se interessam pelo que efetivamente nos torna humanos, a seleção que ele indicava para se obter cultura...
Pois, por mais que se discorde das posições que ele assumia, sua bagagem cultural era universal e com pouquíssimos a lhe fazer páreo, inclusive nos meios acadêmicos, pelo menos entre os que se deixam conhecer...
Minhoqueiros, bom proveito!

"Uma bibliografia básica para quem quer compreender a aventura da humanidade - Por Paulo Francis:

“Pedem minha ficha acadêmica para jovens vestibulandos... Não tenho. Tentei um mestrado na Universidade Columbia em Nova York 1954, mas desisti, aconselhado pelo professor-catedrático Eric Bentley. Achou que eu perdia o meu tempo. Li toda a literatura relevante, de Ésquilo a Beckett, e sabia praticamente de cor a Poética de Aristóteles. Em alguns meses se lê tudo que há de importante em teatro. Li e reli anos a fio.
Mas, sem o doutorado ou nem sequer mestrado, me proponho fazer algumas indicações aos jovens, que, no meu tempo, seriam supérfluas, mas que, hoje, talvez tenham o sabor de novidade. Falo de se obter cultura geral. É fácil.

24 de Abril de 2009 às 10:00
Por: Rosa Maria Kahl Lehmkuhl

Se existem verdades absolutas neste mundo, uma delas é que todos nós temos medo de sofrer. Assim, ingenuamente tentamos controlar as situações ao nosso redor, como se isso fosse possível...
Obcecados por esse desejo de nos proteger, gastamos nossa energia e nosso tempo tentando controlar nossos pensamentos, as atitudes e até os sentimentos das pessoas que amamos e que, sobretudo, desejamos que nos amem.
No entanto, não nos damos conta de que a vida se baseia no imprevisível, no incontrolável, no surpreendente! Nenhum sentimento é garantido, nenhuma conseqüência é revelada antecipadamente. O futuro é totalmente incerto. E apesar de tamanha impresivibilidade, temos nosso coração toda a possibilidade de conquistarmos o que e quem amamos, o que é muito diferente de controlar, prever ou obter garantias!
Muitas pessoas não conseguem encontrar um amor, não se entregam a uma relação profunda e verdadeira simplesmente porque estão, todo tempo, tentando obter certezas. As perguntas não param de gritar, as dúvidas não tem fim e o medo de se deparar com a dor parece assombrar milhares de corações, impedindo-os de enxergar uma outra possibilidade, tão plausível quanto à de sofrer.
Será que ele me ama? Será que vale a pena perdoar e tentar de novo? Será que ele não vai me trair? Será que não estou sendo idiota? Será que não vou sofrer mais do que ficar sozinho? Será? Será?...
O que será, eu...
Responderia com muita tranqüilidade, não importa.
Agora! Na verdade, nunca importará! A pergunta correta é:

20 de Abril de 2009 às 10:00
Por: Rosa Maria Kahl Lehmkuhl

Num dia desses, nos afazeres da casa, rodeada sempre pela minha pequena (que não à toa chama-se Sofia), ela me sai com essa:
- Mãe, o que tu acha que acontece com a nossa alma quando a gente morre?
Minha resposta - como não poderia deixar de ser de mim partindo - foi a mais curta e direta possível:
-    Morre com a gente. É o que eu acho!
-    Morrendo nosso corpo, morremos no todo. Acabou!
Ela não se fez de rogada e complementou:
-    Eu acho que ela flui...
-    Mãe? O que é “flui”??
Eu, pensando em de onde havia saído essa informação de que a alma flui... E, até onde eu poderia ir para não macular aquele “livro” com muitas páginas em branco esperando o momento certo para serem escritas, lhe disse que fluir é passar de um lugar para outro com rapidez, com facilidade...
-    Fluir é ir... Vuupt! Simples assim!
Ela ainda mais convencida de que estava mais certa que eu nas suas conclusões sobre o que acontece à alma após a morte, me disse convicta:
-    Então é isso. A nossa alma flui pro Céu assim que a gente morre e lá se encontra com as outras que chegaram antes...
-    É assim que tu acreditas? Minha mãe, teu pai, todos os teus avós e tios também pensam assim... Que a alma fluirá para outro lugar...
Encerramos por aí a conversa e a atividade doméstica que eu fazia observada por ela...
Horas mais tarde, após assistir um filme da Disney ela me interpela novamente e, de novo, fico numa saia justa:
-    Mãe, o que é heresia?
Ufa!!! Vamos lá que não posso fugir, penso eu...
-    Vamos fazer assim: tu pegas o teu Aurélio (fazia dois dias que ela estava de posse do novo dicionário) e nós vamos aprender como é que se faz a procura das palavras, pode ser?
Lá sai a Sofia faceira, feliz da vida por poder estrear o seu mais recente mimo e me volta com ele cheirando a livro recém impresso (uma delícia!). Sentamos as duas, ela com o Pai dos Burros nas mãos e começamos uma aulinha que me lembrou situação assemelhada da minha infância, quando minha mãe também me ensinou a pesquisar os verbetes...
Caçada a palavra, eis a explicação:
“heresia
1.Doutrina contrária ao que foi definido pela Igreja em matéria de fé.
2.Ato ou palavra ofensiva à religião.
3.Idéia ou teoria contrária a qualquer doutrina estabelecida.
4.Fig. Contra-senso, tolice.”
-    Não entendi!!!
Desprezei o Aurélio e lhe disse com todas as letras:
-    Sofia, sabe aquela história da alma fluir para o céu ou morrer com nosso corpo? Pois é, praticamente todo mundo acredita que sua alma fluirá para o céu quando a morte chegar. A mãe acreditar que ela morrerá no mesmo momento que o corpo é uma heresia. Contraria tudo e a todos. Heresia é isso. Entendeu??
-    Hum!!! Agora entendi...
Eu, cá com meus botões fiquei pensando... Herética sim! Hipócrita jamais!!!

21 de Fevereiro de 2009 às 14:51
Por: Rosa Maria Kahl Lehmkuhl

3

Tirando o Chapéu
Veja notícias relacionadas

Como é a primeira vez que aqui me manifesto, não obstante visite com frequência o blog, tiro meu chapéu para esse veículo disseminador de cultura, entretenimento e notícias que interessam às pessoas de Rio do Sul e região...
Quero sugerir aos leitores do blog, principalmente ao próprio Aldo Nestor (certamente já deve ter lido) e aos demais frequentadores que são estudantes ou profissionais da...

1

Participe do blog!

Falei e disse

Contribua mandando sua notícia.

Fale! Veja quem já falou

Tirando o chapéu

Fale sobre algo que você gostou.

Tire o chapéu Veja quem já tirou

Chutando o balde

Jogue fora tudo que o incomoda.

Chute o balde Veja quem já chutou

Enquete:

Estamos elaborando uma nova enquete, aguarde!

Clique e veja resultados de enquetes anteriores


Arquivos:

O blog Minhoca na Cabeça, agradece os comentários feitos pelos visitantes e convida-os a continuar opinando, solicitando somente que sejam respeitadas algumas regras. Clique aqui e saiba mais sobre a Política de Uso

Área Local