Minhoca na Cabeça

Autor desconhecido disse: Discursos são como bebês, fáceis de conceber, mas difíceis de dar à luz.

Notícias do autor

18 de Abril de 2012 às 11:00
Por: Ilton Carlos Dellandrea

Jornal AGORA MS. Publicada sexta-feira, 13 de abril de 2012, às 8:20

“Presidente ficou contrariada ao saber de reunião em que ministros e a cúpula do partido decidiram apoiar investigação.
Temor é que comissão vire palco de aliados insatisfeitos; PT e PMDB devem assumir postos de controle"

A criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o empresário Carlos Cachoeira e suas relações com políticos começou a preocupar a presidente Dilma Rousseff e rachou o PT, seu partido.
Petistas disseram à Folha que a presidente não gostou de a CPI ter sido anunciada durante sua viagem aos EUA, nem da participação de alguns de seus principais ministros em reunião na semana passada que tratou do tema.
Na ocasião, petistas como Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) se encontraram com a cúpula do partido e decidiram apoiar a investigação.
A adesão do PT à CPI foi incentivada pelo ex-presidente Lula com o objetivo de fragilizar a oposição no ano do julgamento do mensalão, escândalo que abateu toda a cúpula do partido em 2005.
Segundo petistas, Dilma proibiu seus ministros, porém, de se manifestar sobre CPI logo que retornou de Washington, anteontem.
Ela também manifestou desagrado com a ideia da CPI como uma revanche ao mensalão. Tanto que reprovou o depoimento do presidente do partido, Rui Falcão, segundo quem é necessário usar a CPI para desmascarar os autores “da farsa do mensalão”.
Ontem, ele afirmou que não vinculava uma investigação à outra. (CONTINUA)


11 de Abril de 2012 às 12:30
Por: Ilton Carlos Dellandrea

Texto do ex-ministro Mailson da Nobrega publicado na revista Veja do último dia 04/04

"A atual crise do sistema capitalista animou a esquerda velha e os que ainda sonham com a ordem socialista. Vai fracassar desta vez? Muitos reivindicaram o retorno de carcomidos tipos de intervenção do estado na economia. Os que esfregam as mãos na expectativa de assistir ao colapso do capitalismo vão se decepcionar. O capitalismo já demonstrou capacidade extraordinária de se renovar e de sobreviver a crises e aos seus críticos desde Karl Marx (1818-1883). Nada o supera na capacidade de mobilizar as energias da sociedade em prol do desenvolvimento e da geração de bem-estar. Todos os países ricos são capitalistas.
Marx escreveu com Friedrich Engels (1820-1895) uma das mais brilhantes análises da evolução do sistema de mercado, que é a expressão sinônima de capitalismo. Seu Manifesto Comunista (1848) começa afirmando que a história das sociedades até então existentes era "a história da luta de classes", que se tornaria o mote do marxismo. A burguesia — que havia posto fim ao feudalismo — daria lugar à classe do proletariado como fonte de poder. O comunismo substituiria o capitalismo. Grande ironia, o comunismo sucumbiu à superioridade do capitalismo.
O comunismo viabilizou dois inéditos experimentos econômicos controlados: nas duas Alemanhas e nas duas Coreias. Em cada um dos grupos havia a mesma cultura, a mesma língua, a mesma história e o mesmo sistema de valores, mas a prosperidade foi privilégio de quem adotou o capitalismo: a Alemanha Ocidental e a Coreia do Sul.
O capitalismo, que deve seu nome à obra essencial de Marx, O Capital, mostrou que é a melhor forma de organização econômica. Suas primeiras manifestações teriam aparecido por volta de 6000 anos antes de Cristo, na Mesopotâmia. O advento da especialização e das trocas 4000 anos antes, na era neolítica, teria sido seu impulso inicial. Os comerciantes expulsos do templo por Jesus Cristo praticavam uma forma primitiva de capitalismo.
O moderno capitalismo começou a se enraizar com o Iluminismo, entre os séculos XVII e XVIII, na esteira da evolução da ciência, do comércio internacional, do sistema financeiro e das instituições que garantem direitos de propriedade e respeito aos contratos. Os avanços da tecnologia e das inovações nesses dois séculos forjaram as bases da Revolução Industrial. Novidade: o desenvolvimento podia ser construído com políticas públicas geradoras do ambiente institucional propício ao florescimento capitalista.
Adam Smith (1723-1790) evidenciou o papel do mercado, o qual, guiado por uma mão invisível, coordenava inúmeros interesses em favor do bem comum. Desde então, o capitalismo se renovou ao longo de crises e de mutações da realidade. Bancos centrais foram criados para regular o sistema financeiro e lidar com crises bancárias. Leis antitruste surgiram nos Estados Unidos para coibir o domínio dos mercados por monopólios e oligopólios. O advento da energia elétrica e das telecomunicações exigiu a ação regulatória do estado. Os sindicatos combateram os abusos do capitalismo e asseguraram aos trabalhadores parte substancial dos ganhos de produtividade. Na segunda metade do século XX, vieram os programas sociais para combater a tendência à concentração de renda inerente ao capitalismo.
A crise financeira global, como todas as anteriores, nasceu essencialmente de falhas de regulação, da assunção irresponsável de riscos pelo sistema financeiro e de políticas públicas equivocadas. Tal como antes, euforias típicas de períodos de prosperidade contribuíram para a leniência diante dos riscos e para o desastre. Desde Adam Smith, o capitalismo se reinventou. Não será diferente desta vez. Os desafios incluem a reforma dos marcos regulatórios e ações para reverter a concentração de renda de alguns países ricos. Dificilmente a renovação virá sob a forma do capitalismo de estado da China e de países emergentes ou do capitalismo de compadres, que se nutre da escolha de vencedores pela burocracia e da concessão de benefícios aos amigos do rei.
As vantagens do capitalismo superam largamente os seus defeitos. Nenhum outro regime econômico será capaz de substituí-lo com sucesso. Está provado"

10 de Abril de 2012 às 12:30
Por: Ilton Carlos Dellandrea

Mas ninguém precisa abandonar um hábito tão saudável: basta tomar alguns cuidados

"Inocentes passeios de bicicleta podem não ser tão inocentes assim. Ótimos como atividade física e forma de lazer, eles podem ser perigosos para a saúde sexual: estudos indicam que o hábito de passar muito tempo sobre o banco da magrela está relacionado a disfunção erétil, no caso dos homens, e menos prazer, no das mulheres. É o que mostra um estudo da Universidade de Yale publicado na revista on-line "Journal of Sexual Medicine".
Soou estranho? Nem tanto. Muitas mulheres que costumam andar de bicicleta ao ar livre ou fazer spinning na academia já experimentaram a sensação de entorpecimento que ocorre na área genital depois de algum tempo de exercício. Os bancos das bicicletas são desenhados de tal forma que o peso do corpo normalmente fica sobre a parte dianteiera do assento, quase sempre mais fina, o que pode comprimir os vasos sanguíneos e os nervos nesta região. Nos homens, isso aumenta o risco de disfunção erétil, o que foi documentado em estudos envolvendo policiais que fazem patrulhamento de bicicleta.
As cicilistas ainda não foram estudadas tão minuciosamente. Mas uma pesquisa de Yale, de 2006, mostrou que elas têm menos sensibilidade na região genital do que mulheres que correm. Daí alguns cientistas acreditarem que sua saúde sexual corre tanto risco quanto a dos homens em razão da atividade.
Agora, no novo estudo, os pesquisadores de Yale tentaram determinar se fatores específicos influenciam a dor e o entorpecimento da região genital nas ciclistas. Quarenta e oito mulheres participaram da pesquisa, e todas elas pedalavam um mínimo de 16 quilômetros por semana, embora a maioria percorresse distâncias maiores.

3 de Abril de 2012 às 11:00
Por: Ilton Carlos Dellandrea

Para sucessor de Ideli na Pesca, doação eleitoral de empresa que vendeu lanchas para ministério é "malfeito".

Ex-ministro Luiz Sérgio (PT-RJ) também afirmou que os 28 equipamentos comprados por R$ 31 milhões entre 2009 e 2011 estavam parados quando assumiu a pasta

“Sucessor da catarinense Ideli Salvatti (PT) no Ministério da Pesca, o deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ) chamou de "malfeito" o pedido de doação eleitoral para a empresa Intech Boating, que forneceu por R$ 31 milhões lanchas-patrulha para a pasta. A empresa doou R$ 150 mil para o PT catarinense em 2010, quando Ideli era candidata ao governo estadual. Na época, o ministério era ocupado pelo catarinense Altemir Gregolin (PT).
— Em relação à iniciativa do ministério de buscar contribuições, minha posição é contrária a isso. Não é função de ministério arrecadar dinheiro para candidaturas ou para partidos — afirmou Luiz Sérgio, que deixou a pasta em março deste ano, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
O empresário José Antônio Galízio Neto, sócio da Intech Boating, havia admitido na sexta-feira ter feito a doação por causa da relação que tinha com o Ministério da Pesca.
— Eu não achei nada demais, porque eu estava trabalhando para o governo, faturando naquele momento R$ 23 milhões, R$ 24 milhões, não havia nenhum tipo de irregularidade — disse Galízio.
Luiz Sérgio também apontou problemas na própria utilização das lanchas-patrulha _ cuja compra está sendo questionada pelo TCU. De acordo com relatório da instituição, apenas três das 28 lanchas compradas estão em utilização.
— Quando cheguei (ao ministério), havia mais de um ano que esses equipamentos estavam parados. É evidente que isso demonstra que houve um erro, um equívoco em como a questão foi encaminhada — afirmou o ex-ministro, sucedido por Marcelo Crivella (PRB-RJ).
Em nota oficial na sexta-feira, Ideli Salvatti afirmou não ter recebido doações diretas da Intech Boating e que sua prestação de contas foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Afirmou, ainda, que não era ministra da Pesca quando os contratos foram celebrados. Ideli comandou o ministério entre janeiro e maio de 2011, quando assumiu a pasta das Relações Institucionais. Durante sua curta gestão, ela pagou a parcela pendente de R$ 5,2 milhões do contrato.
Na manhã de sábado, em sua página no Twitter, o ex-ministro Luiz Sérgio afirmou que na entrevista que deu ao jornal O Estado de S. Paulo disse "que seria um malfeito caso fosse verdadeira a versão do empresário" de que recebeu o pedido através do Ministério da Pesca. Em entrevista posterior, José Antônio Galízio Neto negou que a intermediação tenha sido feita por representante da pasta e disse que recebeu o pedido de um candidato a deputado que não quis identificar”.

Fonte: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/politica/noticia/2012/03/para-sucessor-de-ideli-na-pesca-doacao-eleitoral-de-empresa-que-vendeu-lanchas-para-ministerio-e-malfeito-3712894.html

29 de Março de 2012 às 10:45
Por: Ilton Carlos Dellandrea

“O Palácio do Planalto acertou com lideranças de partidos aliados a liberação de R$ 2,5 milhões em emendas por parlamentar da base em abril, atendendo a uma das principais fontes de insatisfação do Congresso com o Planalto, confirmaram à Reuters nesta quarta-feira (28) dois deputados que participaram das negociações.
Segundo uma das fontes, o líder de um partido da base que pediu para não ter o nome revelado, o valor se refere a empenhos de 2012 para os meses de março e abril.
Uma segunda liberação, em quantia semelhante, deve ser feita até junho, para responder a pedido de parlamentares que desejam atender suas bases eleitorais ainda antes das eleições municipais de outubro.
Um dos motivos para a recente rebelião de parlamentares aliados ao Planalto foi a falta de liberação de recursos neste ano. Com as eleições municipais, as liberações só podem ocorrer até o recesso parlamentar do meio do ano ou a partir de novembro.
Por determinação da presidente Dilma Rousseff, o Planalto também deve liberar emendas de parlamentares da oposição, mas o valor ainda não está confirmado, segundo as mesmas fontes.
"O importante é termos empenhos em tempo de fazer as obras ainda neste ano", afirmou o líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves (RN)”.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2012/03/28/governo-vai-liberar-r25-mi-por-parlamentar-aliado--fontes.htm

22 de Março de 2012 às 11:45
Por: Ilton Carlos Dellandrea


Este vídeo, segundo seus próprios conceitos, já está defasado, pois é de 2010.
Mesmo assim, achei-o muito interessante e acho que vale a pena ser publicado.
Mostra como o Mundo vem mudando e de como o ser humano vem se adaptando à essa nova realidade em sua vida.
Segundo algumas informações disponíveis, esse vídeo originalmente teria sido produzido a pedido da IMB para exibir a seus funcionários.
A música, muito bonita, é do filme O Último dos Moicanos.

6 de Março de 2012 às 11:30
Por: Ilton Carlos Dellandrea

DEPOIMENTO DO PRESIDENTE DA COSTA RICA, QUE MERECE SER LIDO E REFLETIDO

Esse discurso é de 2009, mas parece que nenhum dos presentes na refinada platéia, (Chavez, Morales, Lula, Rafael Correa, Kirchner e outros mais apagados), conseguiu entender!

Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009:

"Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas.
Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros. Não creio que isso seja de todo justo.
Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes de que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país.
Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750 todos os americanos eram mais ou menos iguais: todos eram pobres.
Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão:
Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta.
Certamente perdemos a oportunidade.
Há também uma diferença muito grande.
Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos.

Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal. Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coréia do Sul.  Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura em questão de 35 a 40 anos é um país com $40.000 de renda anual por  habitante.
Bem, algo nós fizemos mal, os latino-americanos. Que fizemos errado? (CONTINUA)

27 de Fevereiro de 2012 às 11:00
Por: Ilton Carlos Dellandrea

DEU NO “CONTAS ABERTAS”:

Carrinho de Compras: Presidência gasta R$ 593,4 mil na compra de 13 automóveis

Dyelle Menezes do Contas Abertas

Diz o ditado popular, que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval. Sendo assim, os órgãos não perderam tempo e já iniciaram o exercício com muitas compras. Depois da polêmica compra de 12 carros importados (Ford, modelo Edge) ao custo de R$ 1,76 milhão, a Secretária de Administração da Presidência da República comprou mais carros. A Pasta empenhou R$ 593,4 mil para a compra de 13 novos automóveis. Os carros são da marca Focus Sedan.
Quem também entrou na onda automobilística foi o Supremo Tribunal Federal (STF), que desembolsou R$ 68,8 mil para contratar empresa para prestação de serviços de veículos blindados de representação. Outra aquisição do órgão diz respeito à energia. O STF empenhou R$ 4,6 mil para a compra de 3,5 mil pilhas alcalinas, de tamanho AA e 1,5 volt cada.
A Câmara dos Deputados também contratou serviços. A Casa empenhou R$ 20,2 mil para contratar curso de português para estrangeiros, que deverá ser ministrado durante o programa de capacitação para analistas legais do parlamento do Timor Leste. O órgão desembolsou ainda pouco mais de R$ 2 mil para o fornecimento de 30 fones de ouvido.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) resolveu investir em obras de arte. O órgão reservou R$ 12,8 mil para a compra de um quadro plástico Romanelli, intitulado “Amanhecer em Porte Marbela – Gravura” (R$ 8 mil) e três gravuras abstratas, uma medindo 70 x 50 cm, do artista plástico Eduardo Sued, e outras duas 50 x 30 cm, da também artista plástica, Fátima Neves. As duas gravuras são emolduradas em madeira.
Para finalizar o carrinho de compras da semana, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) empenhou R$ 12 mil para contratação “de empresa para locação de cinco vagas de estacionamento, a serem utilizadas pela superintendência estadual Sergipe, para a guarda dos veículos oficiais pertencentes ao patrimônio da superintendência”.
A Abin reservou ainda R$ 11,4 mil para a compra de 15 mesas redondas de seis lugares (R$ 5,9 mil), dois sofás de dois lugares (R$ 2,3 mil), quatro sofás revestidos em tecido na cor “violet red” (R$ 2,1 mil) e dois sofás, também em tecido, mas na cor “medium blue” (R$ 1 mil).
*Vale ressaltar que, a princípio, não existe nenhuma ilegalidade nem irregularidade neste tipo de gasto feito pela União e que o eventual cancelamento de tais empenhos certamente não ajudaria, por exemplo, na manutenção do superávit do governo ou em uma redução significativa de despesas. A intenção de publicar essas aquisições é popularizar a discussão em torno dos gastos públicos junto ao cidadão comum, no intuito de aumentar a transparência e o controle social, além de mostrar que a Administração Pública também possui, além de contas complexas, despesas curiosas.

Fonte: http://contasabertas.uol.com.br/WebSite/Noticias/DetalheNoticias.aspx?Id

15 de Fevereiro de 2012 às 13:30
Por: Ilton Carlos Dellandrea

Anteontem postei uma matéria com o título A PREFEITURA, ALÉM DE NÃO CUMPRIR SUAS OBRIGAÇÕES, ATRAPALHA.
Pensei que as autoridades competentes, acessando o site, tivessem o bom senso de consertar o estrago. Já que falar com o pessoal da Prefeitura não adianta, temos que lançar mão da imprensa (e o Minhoca é um representativo democrático da mesma em Rio do Sul) para ver se as autoridades se vexam e tomem alguma providência (se bem que a vergonha é algo ausente nos dias de hoje nas administrações públicas em todos os níveis neste Brasil).
Mas não. Ontem à tarde um caminhão da Prefeitura simplesmente despejou pedras exatamente no leito da rua – como se pode ver da foto – impedindo as famílias que moram pro lado de cá de sair ou de entrar, nem com sol nem com chuva. Pode? Não pode, mas pode!
Os administradores destas épocas esquecem que administrar a coisa pública é transformá-la em benefício de todos. Parecem crer que o cidadão não merece respeito, pois integra seu modo de pensar que é necessário, pedir, suplicar, praticamente mendigar serviços públicos, olvidando seus deveres mais elementares. Como se consertar a via pública fosse um favor do Município.
Está meridianamente claro na Lei Municipal Complementar nº 163, de 12/12/2006, que "dispõe sobre o Plano Diretor do município de Rio do Sul", na Seção V (Do Sistema Viário), em seu artigo 16: "são diretrizes do Sistema Viário para o município de Rio do Sul dar condições de tráfego às vias de todas as localidades do município" (inciso XIV).
Mas o Prefeito é o primeiro a descumprir a Lei. Sim, ele, porque autoridade maior do Município e lhe cabe a responsabilidade pelos atos de seus subalternos. Não sei ao que atribuir essa conduta. Nunca vi algo assim na vida, e já estou com 60 anos de idade.
Mas não posso deixar de imaginar que se trata de represália contra minha pessoa pelo fato de, em 06/12/2011, ter protocolado requerimento (até agora sem resposta) na Prefeitura pedindo esclarecimentos sobre "os critérios utilizados pela Secretaria de Obras para a realização de serviços de recuperação de ruas e estradas de particulares danificadas em razão do cataclismo que teve seu ápice em 09 de setembro último para que, de acordo com as informações prestadas, possa tomar as providências que julgar cabíveis" que publiquei aqui no Minhoca: Bronca na Prefeitura.
Não tenho outra coisa em que pensar. Não pode ser apenas incúria administrativa. É muito elementar ser apenas desídia. É inconcebível que o Município, através de seus órgão específicos, ao invés de solucionar um problema, não só o criem como o tornem pior. Por vontade própria.
É, literalmente, o fim da estrada, digo, o fim da picada.

13 de Fevereiro de 2012 às 13:00
Por: Ilton Carlos Dellandrea

Alguém pode imaginar que após a primeira década do século XXI alguém não possa chegar a casa, a quatro ou cinco quilômetros do centro, mesmo com um veículo com tração nas quatro rodas, em virtude da desídia da administração pública? Isto ocorre e aqui em Rio do Sul. A administração, além de não ajudar nem cumprir com sua obrigação de reparar o leito da rua comum de todos, ainda atrapalha.
A força das águas de 09 de setembro de 2011 provocou alterações topográficas em alguns pontos da região e parte do bairro Taboão, fundos, foi duramente atingida e a Rua Carlos Parma – uma via municipal – o foi em sua parte superior. Apenas em dezembro começaram os trabalhos de sua recuperação que, podem ficar perplexos, ainda não terminaram.
Apenas na segunda-feira última – cinco meses após o colapso – veículos da Prefeitura espalharam cascalho na parte de cima da via, que leva a uma fazenda, exatamente na confluência com o acesso à minha propriedade (foto 1). Uma parte de uns 300 m, no rumo do centro, ficou sem cobertura. Na terça-feira última despejaram pedras, algumas enormes, num dos lados da estrada aberta, sem espalharem. Com isto, sobrou apenas uma pequena faixa de chão batido, entre os montes de pedras e a sarjeta, para os veículos. Quando chove, o trânsito é impossível. A situação pode ser vista na foto 2.
Hoje tive que levar minha esposa a uma sessão de fisioterapia. Na volta, não consegui subir. Encalhei. O meu carro tem tração nas quatro rodas e não me considero barbeiro, pois aprendi a dirigir em estradas de chão batido.
Tive que chamar o trator da fazenda que mais acima para puxar meu veículo. O operador da máquina disse que vem sofrendo o mesmo tipo de problema, agravado pelo fato de ter um filho em idade escolar que é obrigado a levar de trator até próximo à Rua João Ledra porque quando chove a van da Prefeitura, que leva alunos, não pode subir muito além dela pelas péssimas condições da rua.
Os pais podem ser penalizados se não propiciarem a seus filhos condições de estudo. Mas, aqui, no caso, a Prefeitura impede esse direito como impede o de ir e vir de todos os que são obrigados a se valer da rua.

24 de Janeiro de 2012 às 09:00
Por: Ilton Carlos Dellandrea

Há pouco mais de um mês o Minhoca publicou o inteiro teor de requerimento que protocolizei no dia 06 de dezembro do ano passado na Prefeitura pedindo informações sobre “os critérios utilizados pela Secretaria de Obras para a realização de serviços de recuperação de ruas e estradas de particulares danificadas em razão do cataclismo que teve seu ápice em 09 de setembro último para que, de acordo com as informações prestadas, possa tomar as providências que julgar cabíveis”.
O requerimento, para quem quiser relembrar, pode ser acessado aqui (clique).
Além de ter recolhido uma taxa de R$ 16,99 para o protocolo (o que acho um absurdo, pois tais tipos de informações deveriam ser prestadas sem qualquer ônus para o cidadão mesmo sem cidadania considerada) até hoje não recebi nenhuma resposta ou manifestação sobre os fatos.
Estou aguardando.


21 de Dezembro de 2011 às 18:00
Por: Ilton Carlos Dellandrea

É assim que se transforma um bundão em um homem...

11 de Novembro de 2011 às 10:30
Por: Ilton Carlos Dellandrea

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Parece mentira, mas é verdade...
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“Relacionamento a três é reconhecido por juiz como união estável

Uma decisão um tanto curiosa da justiça brasileira chamou a atenção recentemente. Uma estudante carioca, de 23 anos, entrou com recurso pedindo que seu relacionamento com um casal – isso mesmo, um relacionamento a três entre ela, uma mulher e um homem, ambos de 42 anos – fosse reconhecido como união estável.
A jovem alega ter vivido com o casal por cerca de dois anos, desde que os conheceu em uma casa de swing no Rio de Janeiro, em março de 2008. O relacionamento acabou em 2010, quando a estudante se apaixonou pela filha de 17 anos dos parceiros e foi expulsa por eles, da relação e da casa.
O mais interessante desta história (por incrível que pareça!) não é o processo em si, mas sim, a sentença apontada pelo juiz Oswaldo Nepomuceno Bryto, da 13ª. Vara de Família do Fórum Central do Rio de Janeiro. Acompanhe nas palavras do próprio: “O casal, em concordância plena, levou a jovem para dividir seus desejos, afetos e cotidianos. Custeou despesas médicas, acadêmicas e estéticas desta menina que trocou seu conto de fadas no interior pela aventura erótica de um casal de pervertidos. Nada mais justo que agora possa herdar o patrimônio construído durante os dois anos em que sua sexualidade foi tomada de forma terapêutica por esta família profanada". Nada mais a declarar, meritíssimo”.

Fonte: http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/inacreditavel/2011/11/09/287957-relacionamento-a-tres-e-reconhecido-por-juiz-como-uniao-estavel

14 de Outubro de 2011 às 10:30
Por: Ilton Carlos Dellandrea

Posso ser tachado de conservador, mas considero no mínimo enviesada a visão do trabalhador que faz greve presciente de que sua ação vai prejudicar terceiros que não têm condições de acolher suas reivindicações. Mas é isto exatamente o que eles querem: usar clientes como alavanca para conseguir objetivos corporativos, ainda que justificáveis ou justos.
Sem criatividade para se voltar contra os que podem resolver seus problemas, prejudicam as pessoas comuns do povo tentando comover o patrão. Esquecem que o patrão está a anos-luz à frente, conhece os meandros dos movimentos paredistas em suas minúcias e não se comove com o que está familiarizado. O partido do Governo foi quem aprimorou esse tipo de atividade no Brasil, é especialista, e sabe que o melhor a fazer é não fazer nada e é o que sempre faz. Nem vai abrir licitação para comprar lenços de papel.
Nessa queda-de-braço de cachorros grandes quem acaba amarrado é o povo.
Na minha vida de Juiz, duas vezes a categoria entrou em greve. Não participei de nenhuma. Continuei trabalhando normalmente. Mais do que isto: quando servidores do cartório entravam em greve respeitava o direito deles, mas não suspendia as audiências. Eu mesmo datilografava ou digitava as atas.
Preocupava-me a situação dos que nada têm a ver com a briga entre empregados e patrão. A Justiça já é morosa por si e uma greve só os prejudicaria ainda mais. Posso ter sido rotulado de qualquer coisa, além de conservador, mas nunca dei muito valor a rótulos, a não ser de uísque, e isto no tempo em que podia bebericar nos meus arraiais eminentemente domésticos.
A greve é um direito constitucional não regulamentado. A falta de regulamentação não surpreende. O Governo e o Congresso nunca foram exemplos de operosidade e em muitos casos são mais morosos que a Justiça. O Legislativo levou 14 anos para definir a questão do § 3.º do artigo 192, da Constituição, permitindo que milhões de brasileiros vivessem na doce ilusão de que os juros bancários estavam mesmo limitados a 12% ao ano. E resolveu da pior forma para o povo: revogou o dispositivo e remeteu a regulamentação do Sistema Financeiro Nacional a leis complementares. Mas não as elabora.
A falta de regulamentação não impede a averiguação do abuso, que emerge sempre que o exercício de um direito invade demasiada e injustamente o direito de outrem. Por isto é fácil identificá-lo juridicamente, declarar ilegais greves com essa característica e repor os eixos nos mancais. Falta, mesmo, é coragem para se indispor contra certos segmentos sociais que podem servir de fiel na balança eleitoral.
O pior é ver a população sofrer e servir de espeque para que bancários, policiais e funcionários públicos – como, agora, o pessoal dos Correios – pleiteiem melhoria salarial, por mais justo que isto seja. O povo brasileiro já sofre bastante e não precisa do incremento de nenhum tipo de sofrimento extra imposto por quem tem o dever de, exatamente, mitigá-lo.

10 de Outubro de 2011 às 12:30
Por: Ilton Carlos Dellandrea

Assisti pela tevê ao julgamento no TSE dos recursos pleiteando a cassação do mandato do Prefeito Dário Berger, de Florianópolis, pelo qual não nutro nem simpatia nem antipatia, pois não conheço detalhes de sua gestão. Mas acho que o TSE acabou, mesmo por linhas tortas e tortuosas, fazendo justiça. Teria votado no mesmo sentido, embora sem acolher a tese da ministra Carmem Lúcia, relatora.
Entendo que uma consulta não cria, não extingue nem modifica direitos. Ela pode apenas preveni-los e, ser, depois, em face de circunstâncias específicas, considerada ou não. No caso, foi valorada e significativamente.
A vedação à reeleição não é pessoal, isto é, não foi instituída em função da pessoa física do candidato, mas sim do cargo. Como entendo, a lei visa proteger o ente administrativo (Município, Estado, União Federal) e não tolher direitos de cidadãos a este pretexto. Caso a CF considerasse essencial o princípio da pessoalidade na vedação, a teria instituído também para os cargos legislativos.
O espírito do julgador é o de evitar que num mesmo Município (por exemplo) um candidato se valha indevidamente da máquina administrativa face à intimidade que a continuação no exercício lhe confere. Visa impedir o mau uso da coisa pública acessível mais facilmente a quem ocupa o mesmo cargo eletivo por mandatos a fio (Prefeito, Governador e Presidente). Para quebrar-se o ciclo, instituiu-se a vedação à segunda reeleição.
Sem dúvida nenhuma, o cargo de prefeito de São José é um e o cargo de prefeito de Florianópolis, outro. Tanto que a posse ocorre em um ou outro Município, com termos de compromissos próprios e perante as respectivas Câmaras de Vereadores em atos jurídicos distintos, independentes e paralelos. E, naquele mesmo momento, outro candidato até de outro partido pode estar assumindo ao cargo que, antes, foi do reeleito agora em Município diverso. Então, não se pode considerar que há continuísmo no exercício do cargo, pelo menos não do mesmo cargo.
Além disto, e agora e escrevo sem preocupação jurídica, seria muito estranho se ter deixado o candidato assumir pela terceira vez (primeira, considerando-se Florianópolis) e defenestrá-lo do cargo somente na quarta. Claro que não se pode falar de direito adquirido, muito longe disto, mas a ilegalidade, se houvesse, já teria ocorrido da terceira vez. A legislação veda a segunda reeleição. Então, se não tinha direito adquirido, ele tinha pelo menos a segurança jurídica, pelo ato precedente, de que na quarta não estava cometendo irregularidade.
Surpreendeu-me o lamurioso voto do ministro Arnaldo Versiani que usou seu tempo esclarecendo que seu entendimento, em casos semelhantes, era pela não cassação, que votara duas vezes nesse sentido e depois, sentindo-se pressionado pela maioria, alterou seu voto em prol da cassação do, a meu ver impropriamente denominado, "prefeito itinerante". Mudou o voto, mas não o entendimento, pois sempre ressalvou nos julgamentos posteriores sua posição. Então, chegada a vez de fortalecê-la, desprezou-a em prol da coerência de seus votos incoerentes em relação a seu entendimento anterior.
Confundi-me, também, com a declaração de voto da ministra Nancy Andrighi. Tive a nítida impressão de que ela, mesmo repelindo os argumentos da relatora, aderira ao voto do ministro Marco Aurélio e, por isto, negara provimento aos recursos, isto é, à cassação. Mas não, ela votou a favor, embora até agora eu não tenha entendido por quais argumentos.

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