Minhoca na Cabeça

Autor desconhecido disse: Discursos são como bebês, fáceis de conceber, mas difíceis de dar à luz.

Notícias do autor

17 de Maio de 2012 às 11:30
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Um dos maiores problemas de relacionamento da humanidade está no reconhecimento do ser humano. Na maioria das vezes, somos objetos, quando não números. Tudo começa hoje, quando nasce uma criança e recebe uma tal de pulseirinha, que tem um número e raramente também um nome. E este quando existe normalmente é da mãe, não dela. E como fazem confusão com as tais das pulseirinhas... Até alguns anos atrás poderiam nascer trinta crianças em um dia que as enfermeiras não se enganavam de mãe. Hoje se nascem três, pode estar feita a confusão. Nada contra as enfermeiras, mas como algumas veem os recém-nascidos. Ainda bem que quando, em algumas creches, são chamadas pelo nome. Senão, serão como mais tarde na escola, o aluno matrícula número tal.
Adultos, recebemos um numero de CPF, identidade, título eleitoral, crachá e registro da empresa, e assim por diante. Se morarmos em condomínio, seremos o senhor ou senhora do 333. E nossos nomes? Poxa! O porteiro vai olhar na relação! Quando somos sepultados, vamos morar no jazigo 3.333.
Isto tudo, nos faz pensar no dilema de Deus, quando criou o homem e a mulher. Esta história da costela até hoje não está bem contada. Ele criou primeiro o homem ou a mulher? Se todos viemos de uma mulher, como teria Ele primeiro criado o homem? Uma coisa intrigante também. Porque colocou os nomes de Adão e Eva? Não seriam Eva e Adão? Nomes tão curtos. Seria talvez por preguiça ou quem sabe desleixo por saber que fariam o estrago que fizeram? Não importa. Mas, Adão em primeiro lugar não seria algum machismo? Se ele por acaso soubesse que acabaríamos virando números, não teria colocado como nomes, Um e Dois? Eu sinceramente não sei e nem quero saber meu número. E nem o seu. Prefiro lhe chamar por seu nome. Curto ou longo, não importa. Porque sei que você não é um objeto. Mas uma pessoa. Assim ficarei menos tentado a jogar seu número na loteria. E se perder ainda ficar com raiva de você.
É prefiro mesmo, você, pessoa.

*Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior. Contatos, ajrs010@gmail.com

13 de Maio de 2012 às 00:32
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Pagando Mico!

Quantas vezes você já não pagou o seu? E às vezes até porque foi induzido a ele. Como aquele atrapalhado locutor de rádio que em plenos anos noventa, anunciava solenemente a assinatura do acordo de paz para o fim da segunda guerra mundial.
E assim às vezes pagamos micos sem volta. Só porque na maioria das vezes não...

10 de Maio de 2012 às 11:30
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Qualquer um de nós quando se sente pressionado busca uma saída. Tem alguns e a grande maioria não confessa, faz promessas e orações esperando que apareçam as soluções.
O mais incrível, entretanto é que alcançada a graça ou realizado o desejo, a promessa é esquecida.
Tanto que dizem as más línguas que alguns devem uma vela para cada santo.
E também não incomum se saber que as pessoas voltam a cair na mesma enrascada que acabaram de sair quem sabe até com a ajuda de algum santo.
E aí... Bom, brigam e reclamam com o santo.
Mas esqueceram de pagar a promessa e deixaram que mais uma vela caísse na relação de suas dívidas.
Os mais crentes garantem que se a gente fizer uma promessa e não pagá-la depois, deixa o santo zangado e este volta a colocar a pedra no caminho do devedor. Até que pague a promessa. Mas o problema é depois lembrar o que foi que prometeu! E que não adianta rezar prá ele de novo não, até pagar a promessa que deve. Pelo jeito podemos descobrir que o SPC dos santos, funciona muito mais que os da terra.
Existem ainda aqueles que colocam todos seus problemas nas mãos de Deus. Ele que decida o que achar melhor. Mas coitado Dele! Com tanta gente deixando seus problemas em suas mãos, dizem que às vezes se passa no atender alguém.
Mas também, convenhamos não? Tudo Ele! Tudo Ele! Tem também aquela história de que os santos passam a Ele as relações de dívidas dos maus pagadores.
E pelo jeito, aí então, sem solução.
Talvez seja por isso que os políticos jamais fazem suas promessas aos santos, mas só a nós. E nós também a eles, mas mudamos de ideia na hora de votar. E assim, podemos dever uma vela em cada esquina, que não dá nada. Aliás, esta dívida nem são eles que se esquecem de pagar, mas nós que deixamos de cobrar.
Qual a conclusão?  Melhor ficarmos devendo entre nós mesmos! Porque dever para os santos... Pode dar problema, sim! E como diria o outro.
Não há reza que cure!
A partir desta semana, se soma aos nossos parceiros o Jornal Hora Extra, de Goiânia e Morrinhos, 10 mil exemplares com distribuição gratuita em Brasília e cidades da região centro sul de Goiás. Um abraço a todos. Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior.  Contatos, ajrs010@gmail.com

3 de Maio de 2012 às 11:30
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Qualquer um de nós quando se sente pressionado busca uma saída. Tem alguns e a grande maioria não confessa, faz promessas e orações esperando que apareçam as soluções.
O mais incrível, entretanto é que alcançada a graça ou realizado o desejo, a promessa é esquecida.
Tanto que dizem as más línguas que alguns devem uma vela para cada santo.
E também não incomum se saber que as pessoas voltam a cair na mesma enrascada que acabaram de sair quem sabe até com a ajuda de algum santo.
E aí... Bom, brigam e reclamam com o santo.
Mas esqueceram de pagar a promessa e deixaram que mais uma vela caísse na relação de suas dívidas.
Os mais crentes garantem que se a gente fizer uma promessa e não pagá-la depois, deixa o santo zangado e este volta a colocar a pedra no caminho do devedor. Até que pague a promessa. Mas o problema é depois lembrar o que foi que prometeu! E que não adianta rezar prá ele de novo não, até pagar a promessa que deve. Pelo jeito podemos descobrir que o SPC dos santos, funciona muito mais que os da terra.
Existem ainda aqueles que colocam todos seus problemas nas mãos de Deus. Ele que decida o que achar melhor. Mas coitado Dele! Com tanta gente deixando seus problemas em suas mãos, dizem que às vezes se passa no atender alguém.
Mas também, convenhamos não? Tudo Ele! Tudo Ele! Tem também aquela história de que os santos passam a Ele as relações de dívidas dos maus pagadores.
E pelo jeito, aí então, sem solução.
Talvez seja por isso que os políticos jamais fazem suas promessas aos santos, mas só a nós. E nós também a eles, mas mudamos de ideia na hora de votar. E assim, podemos dever uma vela em cada esquina, que não dá nada. Aliás, esta dívida nem são eles que se esquecem de pagar, mas nós que deixamos de cobrar.
Qual a conclusão?  Melhor ficarmos devendo entre nós mesmos! Porque dever para os santos... Pode dar problema, sim! E como diria o outro.
Não há reza que cure!

*A partir desta semana, se soma aos nossos parceiros o Jornal Hora Extra, de Goiânia e Morrinhos, 10 mil exemplares com distribuição gratuita em Brasília e cidades da região centro sul de Goiás. Um abraço a todos. Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior.  Contatos, ajrs010@gmail.com

26 de Abril de 2012 às 11:30
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

E que seja da boa!
Da melhor que tiver!
E pura! Sem limão, açúcar ou gelo.
Daquela que desce queimando a garganta, ardendo o peito e aquecendo a alma.
Que seja daquelas tão boas que não tenha a mínima vontade de dividir com ninguém.
Tem algumas que a gente tem que beber sozinho, devagarzinho, sentindo seu gosto e aproveitando todo prazer que pode dar.
Nem se derrama aquele pouquinho na beira do balcão para o santo do dia.
Hoje, agora, é dessa que eu quero!
Pura, límpida, clarinha, da cor da alegria.
Daquelas que deixam a gente sempre querendo mais.
Até cair completamente embriagado.
E meu amigo garçom, não demore!
Ponha logo porque não quero tomar de um talagasso só.
Quero gastar todo tempo que puder aproveitando seu gosto na língua, na boca, nos lábios.
E pode ter certeza de que não vou fazer cara feia na hora de golear.
Se prestar bem a atenção, verá o sorriso de paz e felicidade que vai brotar.
Posso até ficar com os olhos cheios d’água.
Mas jamais vou reclamar.
Ô garçom! Tá demorando meu!
E não adianta achar ruim eu reclamar.
Não vou tirar o cotovelo do seu balcão enquanto não me servir.
Pode apostar que vou ser o freguês mais chato que possa imaginar.
Poxa, Seu Garçom do Céu!
Eu só quero aquela minha dose de felicidade!

*Já estão a disposição na loja virtual do www.perse.doneit.com.br digitar em buscar Antonio Jorge, os livros “Ele!”, “Ele Voltou!”, 87 “Conversas!” e “Parecem Mentiras!” em versões impressa e ebook PDF. Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior.  Contatos, ajrs010@gmail.com

19 de Abril de 2012 às 11:30
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Tem pessoas que tentam a vida inteira transformar suas vidas em páginas negras nas vidas dos outros. E na maioria das vezes, por motivos banais e irresponsáveis ou quem sabe, até demência.
A fixação com o tempo vira obsessão, e a obsessão, doença. Sem cura, e sem resultados.
Sempre o mais difícil de aceitarem é de que os alvos acabam ressurgindo das cinzas, como Fênix. E seus novos brilhos ainda mais intensos, deixam o escuro ainda mais obscuro.
Seria como se atirássemos bombas contra o sol. Provocariam choque inicial, mas receberiam de volta um brilho ainda mais intenso, aumentado com a força de sua explosão.
O ser humano é incapaz de entender de que as flechas de fogo jogadas podem voltar com a força do tempo e do vento. E vão arder. Mais forte do que quando jogadas.
Em tempos em que se fala tanto de sonhos de consumo, há aqueles que têm como, destruir vidas. Mas esquecem de que seu túnel fica cada vez mais profundo e com cada vez menos luz. A pouca que ainda tinham, jogaram em direções erradas.
Como podem algumas trincheiras ser tão difícil de serem destruídas? Pelo simples fato de só um estar em guerra. O outro está em paz. Consigo mesmo e com a vida.
Uns tentam a vitória e somam derrotas. Buscam a rendição, mas jamais verão a bandeira branca. Esta só aparecerá sim ao final de seus tempos.
Altiva, forte e alva. Mostrando que depois de tantas vezes, só resta em suas páginas a mais difícil constatação. A bandeira da rendição, cairá em suas mãos. Sem motivo, como a guerra.  Sem vitória.
Depois de tantas lutas e sem vitórias.
O título ao final.
Vidas em branco.

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12 de Abril de 2012 às 11:30
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Nem sempre são as bem esperadas. Nem as que recebemos e nem as que damos.
E sempre temos a mania de dizer, “que pergunta mais idiota!”. E esquecemos a nossa “resposta mais estúpida!”.
E não precisa ser de manhã cedo para arrumar a desculpa de que alguém sempre acorda de mau humor. Ela já faz parte do arsenal de defesa das pessoas. Insegurança ou até mesmo excesso de prepotência.
Imaginemos a pergunta “Você vai sair?” Normalmente sai um sim ou não, com todo ar possível do Saara. Quase que dizendo que não nos interessa.
E se fizermos outra tipo “Aonde você vai?” e a resposta virá soando como um não é da sua conta com o “Vou dar umas voltas!”.
Não somos capazes de pensar que no primeiro caso quem nos perguntou está esperando um convite para ir junto. E no segundo caso de que quem nos pergunta poderia estar precisando de um favor. Na primeira resposta deixamos caracterizado um “quero distância de você” e na segunda, “ora, vá você mesmo!”. Tanto na primeira quanto na segunda nem nos passa pela falta de imaginação que podemos estar magoando quem nos quer bem, ou que pelo menos está procurando só um pouco de amizade, carinho.
É que inteligente como somos, descobrimos que esta é a melhor maneira de afastarmos os indesejáveis. Provarmos que estamos acima e bem acima de sua vontade, de qualquer tipo de seu alcance.
E o melhor! Não precisamos gastar muitas palavras e nem perder muito tempo com explicações desnecessárias.
Já está tudo dito no seco “sim” ou “não”. E mais do que explicado no “vou dar umas voltas!”.
E agora, diga sinceramente.
Gostou do tema de hoje?
Cuidado com a resposta!

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5 de Abril de 2012 às 11:30
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

O Domingo de Páscoa sempre nos remete a lembrança de alguém, ou mesmo do passado.
Relembro os meus do tempo de menino, quando os ovos de chocolate, tinham só três tamanhos. Pequenos, médios e grandes.
Depois para enrolar o consumidor arrumaram a história de números, 10, 12, 14, e assim por diante.
Mas vamos lembrar-nos da Páscoa de Cristal. Não sei quantos que agora nos leem, chegaram a tê-la.
Eram ovos feitos de açúcar, pequenos, médios ou grandes. A casca deveria ter cinco milímetros de espessura.
Por serem de açúcar, eram transparentes. E por serem transparentes, se podia ver o interior.
Através da parte mais fina do ovo, onde havia uma pequena janela com uma lente de aumento. Na parte mais larga, por dentro, colada sempre uma bela paisagem. E a paisagem lá dentro fazia viajar, até que fosse degustado pelo presenteado.
A luminosidade que atravessava a casca feita de açúcar o transformava em Páscoa de Cristal!
Ganhei só um em toda minha vida, viajei por três anos na sua paisagem.
Até que um dia o deixei cair, e distribuí seus pedaços entre a gurizada da vizinhança. Todos disseram que era gostoso.
Eu não sei. Não provei.
Mas a paisagem eu guardei. Está comigo até hoje.
E domingo vou viajar de novo.
Aliás, com licença, mas vou começar a viagem agora.
Quem sabe até não encontre algum de vocês na beira do caminho. Mas não vou convidar.  Esta é uma viagem que quero fazer, sozinho.
Sentir quem sabe aquele sabor que não provei.
Desculpem, mas é a minha viagem na Páscoa de Cristal.

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29 de Março de 2012 às 11:30
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

E mais pedras... Pedras... Pedradas... Avalanches... Tropeços... Fortuna. Vamos falar só de pedras? E porque não? E falar o quê?
Normalmente andamos pelas ruas, campos, jardins, bosques, estradas, rios, e sempre encontramos pedras. Quantas vezes já não cobiçamos levar alguma para nosso jardim ou transformá-la em peso de papel da nossa mesa de trabalho ou decoração de um móvel de nossa casa?
Elas estão por todos os lados. Os agricultores reclamam de sua presença por atrapalhar o plantio. Mas as vão usar para segurar a erosão do terreno.
Os construtores da dificuldade de perfurar o solo, mas as usam para fortalecer os alicerces.
E nós também costumamos dizer que algo ou alguém é uma pedra em nosso sapato, ou mesmo em nosso caminho. Procuramos até afastá-las mesmo que depois tentemos encontrá-las mais tarde.
Dizem alguns ditados interessantes sobre as pedras.
Não se jogam pedras em árvores que não dão frutos. Não se atiram pedras no telhado do vizinho quando o nosso é de vidro. As pedras rolam até que um dia se encontram. Pedras que muito rolam não criam limo. Tem também os doidos de jogar pedras.
O certo é que na maioria das vezes jogamos pedras para o alto sem pensar que na volta, podem cair em nossas cabeças. Jogamos tantas pedras em alguém que estas podem formar uma grande montanha e de repente, caírem em avalanche sobre nós. Basta só mais aquela, por menor que seja, que vá derrubar todas as outras.
Podemos estar à beira de um rio e não resistir de jogar uma pedra sobre suas águas para vê-la quicar saltitante e fazer nosso deleite de maestria.
Em nossos caminhos às vezes afastamos as pedras para que novamente não tropecemos nelas. Mas e se jogarmos de lado uma, sem sequer olhar o que ela continha e depois descobrir ser um diamante a ser lapidado? Ou afastarmos uma sem descobrir que debaixo dela estava uma bela pepita de ouro?
Então, cuidado com as pedras. Podem esconder seu tesouro, sua felicidade.

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22 de Março de 2012 às 11:30
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Para acontecer em nossas vidas.
Mas parece que nunca conseguimos saber disso.
Sempre ficamos fixados no que de ruim está acontecendo, e esperando que o pior ainda esteja por vir.
Dizem que pensamentos negativos atraem coisas negativas, que se reagirmos ao negativo seremos por ele julgados e castigados.
Mas e sem reação não ficaremos também expostos ao que de mal nos podem trazer? Pode até ser, mas na maioria das vezes este mal pode e será sempre menor do que o que virá de nossa reação. Isto porque seremos vistos e julgados não pelo mal que o ruim nos causou, mas pela reação que tivermos a ele.
Se o ruim nos trouxe humilhação, desrespeito, decepção, mágoas, nossa reação na mesma medida poderá ser pior.
Porque de vítimas passaremos a réus, e disto ninguém foge.
O que você sofreu não importará, mas o que você fez, será julgado.
E não importa se o peso de sua reação for menor do que a ação que sofreu.
Mas ninguém reconhece a primeira ação? Até reconhece, mas vai sempre condenar a sua reação. Seja ela branda ou forte, você jamais será sorte.
Fica então a dúvida se devemos dar a outra face. Deve ser uma possibilidade sempre afastada.
A segunda pancada pode ser mais dolorida do que a primeira. Então fuja dela!
Não aceite e muito menos espere por ela. Procure ficar longe do seu alcance.
E também longe do revide.
Não deixe que o transformem de vítima em réu. Porque é mais fácil o condenarem do que defender. Sempre.
Siga seu caminho.
Será mais plano mesmo com as pedras.
Faça de conta de que não as vê na beira da estrada.
Porque tem sempre algo melhor, para acontecer em nossas vidas!

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Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior.  Contatos, ajrs010@gmail.com

15 de Março de 2012 às 11:30
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

O não há vagas é fácil de achar, e o desista podem ter certeza foi por nossa conta.
Chega um momento da gente em que colocam um cartaz mais ou menos assim na porta de nossas vidas.
E acreditam que se não o fizerem vão acabar mantendo número indesejado e desprezível de habitantes. E então, não haverá pão e peixe para todos.
É claro que assim como nós não gostamos de encontrar um cartaz assim nos esperando, os outros também não deverão gostar.
Quem sabe assim descubramos que está na hora de reconhecer que os outros também têm suas verdades que não são as nossas. E mais, que ninguém é obrigado a aceitar nossas vontades só porque pensamos que podemos determiná-las, sempre.
Se você por acaso se deparou com esse cartaz, está bem na agora de repensar tudo, ou não está? E sabe qual a diferença dos dois textos do cartaz? Não?
No só “Não há vagas!” é sinal de que amanhã pode aparecer uma vaga.
Mas no “Desista! Não há vagas!” sinal de que a sua vez para outros, não tem mais eco. E a ordem é clara. Desista!
Mas o mais importante é que você saiba ler também o “Desista!”.
Ele poderá ser tão momentâneo quanto o “Não há vagas!”
O mais importante é saber que logo ali adiante, um novo cartaz poderá lhe dizer “Há vagas!”
E verá que o “Não há vagas!” e muito mais ainda o “Desista!”, nem terão mais importância!
A porta a se lhe abrir poderá ser quem sabe ainda mais importante do que a que se lhe fechou.
Por isso, “Não desista!” porque pode apostar que “Sempre há vagas!”
E você não será o único a gostar!

*Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior. Em breve o lançamento do “Ele Voltou!”  Contatos, ajrs010@gmail.com

8 de Março de 2012 às 11:30
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Ele gostava de sorvete de chocolate. Ela também.
Ele gostava de viajar. Ela também.
Ela gostava de dançar. Ele também.
Ela se sentia carinhosa. Ele carinhoso.
Ele era descontraído e alegre. Ela também.
Ela gostava de conversar. Ele nem se fala.
Ele gostava de escrever. Ela escrevia muito bem.
Ela gostava de ler e ele também.
Os dois gostavam de música romântica.
Um tinha pavor de mentiras, e o outro abominava.
Ela era muito franca e direta. Ele também e até demais.
Ele gostava de fazer novas amizades. Ela demais.
Ela gostava de jantar a luz de velas. Ele também.
Ela adorava contar piadas. Ele gostava de fazer rir.
Ele gostava de cinema, e ela de um bom filme.
Os dois adoravam pipocas no cinema.
Ela gostava dele fazia bom tempo. Ele sempre.
Ele não escondia que a amava. Ela fazia questão de frisar.
Ela jurou amor eterno. Ele até que a morte os separasse.
Ele adorava os projetos dela. Ela apoiava os dele.
Os dois trocavam idéias sobre o dia a dia.
Nem pensavam em falar sobre o noite a noite.
Os dois gostavam de ficar em casa curtindo seus sonhos.
Uma noite resolveram comer uma pizza.
E olhar a coleção de cada um.
Ela gostava de pizza de queijos. Ele de calabresa.
Ela tinha coleção de fotos. Ele de caixa de fósforos.
Por descuido, colocaram no forno as coleções de fotos e de caixas de fósforos.
Os fósforos incendiaram e queimaram as fotos.
Ainda nas caixas, restaram as pizzas de queijos e calabresa.
Ela não sabe para onde ele foi. Ele não sabe onde ela está.
E tinha tudo para dar certo!
Um convite. Acesse www.clicnosfatos.blogspot.com

*Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior. Contatos, ajrs010@gmail.com

1 de Março de 2012 às 11:30
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Amar ou ser amado?
Pelo politicamente correto (até nisto), diria o outro, ser amado.
Mas aí se tange a questão.
Amar e ser amado são a mesma coisa do que saber amar e saber ser amado?
Partindo-se também do princípio de que o politicamente correto ou incorreto são só máscaras para denominar o que sempre chamamos de falta de um motivo mais claro para dizer ou fazer as coisas, o que resta?
A dúvida do ser humano em simplesmente amar ou saber amar.
Ou entre ser amado e saber ser amado.
E isto fica claro porque na maioria das vezes temos certeza absoluta de que amamos, mas não conseguimos entender porque não sabemos amar.
O mais difícil, entretanto está no entre ser amado e saber ser amado.
E está justamente no saber ser amado que está a maior dificuldade do ser humano.
Porque ao se saber amado, logo vem a idéia de que está tudo bem, e pronto!
Mas porque depois perder esse amor?
Talvez e quase sempre, por não ter conseguido saber ser amado.
De nada adiantou quem sabe e talvez até, ter sabido amar.
Só que não soube ser amado.
E não vamos ficar aqui discutindo o sexo dos anjos para se saber a que tipo de amor se pode aplicar essa regra.
Afinal de contas, amor é todo e qualquer amor.
E sendo qualquer amor um amor, deve-se saber amá-lo e por ele também saber ser amado.
Se ainda estiver restando alguma dúvida, façam-se duas perguntas.
Eu sei amar?
Eu sei saber ser amado?
E então?
Pois é!
Um convite. Acesse www.clicnosfatos.blogspot.com

*Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior. Contatos, ajrs010@gmail.com

23 de Fevereiro de 2012 às 11:30
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

E é bom que sequer pensemos em lhe cobrar aluguel. Muito menos que pensemos em despejo por falta de pagamento.
Senão é bem capaz de querer um novo lugar para morar, e este pode ser em nós.
Temos certeza de que isto sim, não seria nada bom.
A solidão que ela carrega não seria nada boa para nosso sorriso. Muito menos para nosso amor, nossa paz, nossa vida.
Na verdade, seu endereço nos nem devemos buscar saber para não cairmos em tentação.
E o mais importante é que também não lhe passemos o nosso. Evitaremos assim uma visita indesejável, não?
Se por acaso a tristeza passar em frente ao nosso endereço, corramos a fechar portas e janelas.
Não vamos lhe dar a chance de ver o que temos de bom dentro de nós. Ela poderia desejar estragar.
Nem pensem que possamos desejar a tristeza a alguém, até porque tem pessoas que gostam de abrigá-la. Às vezes até mesmo sem o menor motivo.
Não seria maquiavélico deixar com que ela estrague seu próprio endereço. Afinal de contas, cada um faz de sua casa o que bem entende.
Mas não será por isso que precisemos imitá-las. Ou será que poderíamos pensar que a simples visita da tristeza não irá nos machucar?
Também não seremos maus vizinhos se por acaso alguém bater em nossa porta a procurá-la.
Cada um tem direito de procurar o que mais lhe interessa. E quem somos nós para tentar mudar isso?
Assim sendo, se alguém quiser saber seu endereço, abramos um sorriso.
Basta que saibamos dizer somente que...
A tristeza, mora lá fora!

*Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior. Contatos, ajrs010@gmail.com

16 de Fevereiro de 2012 às 11:30
Por: Antonio Jorge Rettenmaier

Veremos que ainda não chegamos ao futuro. E ainda bem!
Olhando pela janela do passado, veremos que os filmes de ficção, aos poucos se tornam realidade. Pràticamente tudo fácil, e ao alcance das mãos. Como previu Julio Verne em suas 20 Mil Léguas Submarinas, ou nos seriados de Flash Gordon nas aventuras espaciais.
Um olhar pela janela do passado, e nossa pergunta naquela época. Será que isso será possível? Muita coisa foi e outras ainda poderão ser.
Se um exército naquela época levava cinco anos para matar dois milhões de pessoas, hoje pode matar vinte em cinco segundos. Para nossa sorte, se anda pensando mais antes de jogar uma bomba dessa potência. Anda-se matando de esquina em esquina, de novo. Ou seja. Ainda não chegamos mesmo ao futuro. Se bem que falta só apertar um pequeno botão, talvez até no peito da camisa.
Se no passado se levava vários meses para atravessar um oceano, hoje de faz em menos de doze horas. Até já se pode passear pelo espaço. E alguns estão até com medo de continuar com esta odisséia por não mais saber onde ela pode levar.
Ainda bem que olhando a janela do passado, conseguimos descobrir a importância de uma cachoeira. Vemos entre suas cortinas o valor da natureza, e até as flores ganham de novo espaço em nossas varandas.
Menos mal que começamos a perguntar o que andamos fazendo e o que estamos fazendo? Até mesmo os valores morais e éticos, estão sendo procurados no fundo dos baús. Logo eles, que em nome da modernidade estavam esquecidos entre nós.
Andam anunciando por aí que vêm novas mudanças para nosso mundo. Só que ninguém diz que estamos buscando tudo, pelas janelas do passado.
Ainda bem que não chegamos bem ao futuro!
Mesmo que alguns usem o moderno para machucar como no passado. Não importa.
Ainda mandamos flores! Ainda sabemos sorrir! Ainda sabemos abraçar! Ainda sabemos beijar! Ainda sabemos sonhar! Ainda sabemos amar!
Ainda sabemos olhar pela janela do passado.
 
Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior. Contatos, ajrs010@gmail.com

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