Nesta quinta edição das Campus Party aqui no Brasil, um dos temas abordados foi a transparência de informações disponibilizados por parte dos governos ao redor do mundo.
Quando os primeiros passos no sentido de abertura destas informações foram dados, a divulgação acontecia por meros relatórios ou planilhas disponibilizados através de sites dos órgãos governamentais, e normalmente apresentavam relações de gastos. Atualmente não apenas dados de movimentações financeiras, mas todos os atos governamentais estão começando a ser disponibilizados para o público em geral, e a tecnologia evoluiu para o que está sendo conhecido por “Dados Abertos”. A grande diferença neste sentido, é que esta informação passa a ser disponibilizada em formato de arquivos ou de links de acesso, que possibilitam a desenvolvedores de sistema de fora da esfera pública, criarem suas próprias análise ou avaliações acessando dados reais e de maneira on-line.
O site “Para onde foi o meu dinheiro?” (
http://www.paraondefoiomeudinheiro.com.br), que revela, em formato de fácil visualização, quanto dinheiro do orçamento anual do Brasil e do Estado de São Paulo foi gasto em cada área – educação, previdência, saúde, etc. é um bom exemplo do que se pode criar acessando bases públicas.
Em São Paulo, o portal Governo Aberto (
http://www.governoaberto.sp.gov.br), lançado durante a Campus Party 2011, disponibiliza 42 bases de dados que disponibilizam informações sobre finanças, dados de criminalidade e até informações de óbitos. O governo federal também já dá alguns passos neste sentido e se comprometeu a liberar os dados do Portal da transparência em formato digital.
Acredito que a tecnologia cada vez mais fará papel de fiscal de gastos e atos públicos, e os debates deste ano estão acrescentando a liberdade de acesso por meios eletrônicos, possibilitando um novo conceito de acompanhamento para toda a população.
Miguel Delonei Berres
Diretor Presidente da DELSOFT - Tecnologia em limite
E-mail: miguel.berres@delsoftsistemas.com.br