Cada riossulense procurou o serviço municipal de saúde por pelo menos duas vezes em 2011, seja para atendimento básico ou para consulta especializada. É o que indica levantamento da Secretaria de Saúde que mostra o número de atendimentos entre janeiro e outubro do ano passado na média pelo número de habitantes. Ao que tudo indica, a estatística pode subir ainda mais com a contagem de novembro e dezembro como avalia a secretária Sueli de Oliveira.
Foram no total 95.324 consultas básicas e 40.168 atendimentos especializados, tanto na Policlínica de Referência Regional, no centro, como nas Estratégias de Saúde da Família (ESFs) nos bairros, unidades descentralizadas, Centro de Atendimento à Mulher (CAM) e Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). A quantidade não difere muito do percebido anos anteriores, mesmo com o efeito da enchente no mês de setembro e o fechamento de várias unidades que foram atingidas por alagamentos. "No geral, como algumas comunidades ficaram desassistidas, a população tinha disponível outros locais mais próximos e não teve falta de atendimentos", ressalta Sueli.
A busca por consultas médicas no ano passado também gerou um número significativo na quantidade de exames solicitados pelos médicos especialistas. Foram no total 292.316, sendo desdes 229.484 laboratoriais. A secretária chama a atenção para o número crescente de exames de média e alta complexidade, que chegou a 52.109 no ano. A demanda é crescente e como o SUS não arca com todas as despesas perante a necessidade dos pacientes, a prefeitura precisa comprometer parte do orçamento para custeio de exames clínicos. Somente em 2011, o município investiu R$ 562.072 para aumentar a quantidade de exames de média e alta complexidade.
"Como a tabela do SUS está muito defasada, muitas clínicas conveniadas se negam a prestar serviço por preços oferecidos. Então o município precisa aumentar a oferta para que o paciente não seja prejudicado", ressalta a secretária Sueli de Oliveira. Segundo ela, exames como o de colonoscopia sequer poderiam ser feitos em Rio do Sul pois não há prestadores de serviço interessados no preço pago. "Um exame em uma clínica custa entre R$ 400 e R$ 500. O SUS paga somente R$ 112,60, o que dificilmente é aceito em qualquer clínica do país". Mesmo assim, o município complementou o valor por consulta e atendeu 202 pacientes no ano. Apesar disso, este exame tem fila de espera de aproximadamente mais 270 pacientes, o que vai determinar em breve, a realização de um mutirão. (CONTINUA)
Outro exemplo de especialidade que precisa de complemento por parte do município é a endoscopia digestiva. O preço pago pelo SUS para o exame é de R$ 48, mas a prefeitura precisa complementar o valor com mais R$ 117 por paciente. Em 2011 foram realizados 1.248 procedimentos deste tipo no serviço público de saúde. Uma ultrassonografia, que é procedimento médico muito comum requisitado por especialistas, não sai por menos de R$ 40 em Rio do Sul, o que gerou um complemento de quase R$ 80 mil para os 5.648 exames realizados no ano passado.
A secretária Sueli garante que sem a aplicação de recursos extras para exames de média e alta complexidade, as filas de espera em determinadas especialidades durariam anos. "Não há profissionais interessados em fornecer esses atendimentos por preços tão baixos. Por isso, temos de negociar, fazer mutirões, licitações com ofertas mais altas de preços, pois senão a população ficaria desassistida, o que compromete todo o rendimento de atendimento do município".
Exames especializados em Rio do Sul de média e alta complexidade em 2011
Laboratoriais: 229.484
Colonoscopia: 202
Raio X: 36.630
Mamografias: 5.532
Ultrassonografias: 5.648
Endoscopia digestiva: 1.246
Cateterismo cardíaco: 250
Tomografia computadorizada: 2.144
Ressonância magnética: 457
Atendimentos em especialidades médicas: (até outubro de 2011): 40.168
Atendimentos em consultas básicas: 95.324
Clóvis Eduardo Cuco
Departamento de Comunicação