Por aqui também aconteceram algumas tentativas de diminuir o poder da imprensa, principalmente dos grandes veículos. A idéia não saiu do chão, mas na Argentina, apesar do esperneio da parcela da grande imprensa, o grande veículo deles, El Clarin, não conseguiu demover a presidente de sua pretensão e acabou impondo regras que aqui são chamadas de cerceamento da liberdade de imprensa
O matéria foi extraída da Carta Capital:
"O discurso que Cristina Fernández de Kirchner fez em 24 de agosto foi mais além do que tinham ido todos os discursos dos presidentes argentinos até hoje. Ninguém – nem sequer o primeiro Perón ou Evita – fizeram tal desconstrução da estrutura do poder na Argentina. De quê ela estava falando? Do poder nas sombras, do poder detrás do trono, do verdadeiro poder. Qual é? É o poder midiático. A direita não tem pensadores, tem jornalistas audazes, agressivos. E a mentira ou a deformação pura e plena de toda notícia é sua metodologia. O artigo é de José Pablo Feinmann.José Pablo Feinmann - Página/12A filosofia ocidental dos últimos 45 anos se equivocou gravemente. Para sair de Marx e entrar em Heidegger (como crítico excelente da modernidade, mas a partir de outro lado, que não o de Marx) se viu obrigada a eliminar o sujeito, tal como Heidegger o havia feito com inegável brilho no seu texto A época da imagem do mundo. Também Foucault deu o homem por morto. Barthes, o autor. Ao estilo. Deleuze, a partir de Nietzsche, a negatividade, ou seja: o conflito na história. E a academia norte-americana sistematizou tudo isso incorporando com fervor os heróis da French Theory. O fracasso é terrível e até patético. Enquanto os pós-modernos postulam a morte da totalidade, o Departamento de Estado postula a globalização. Enquanto propõem a morte do sujeito, o império monta brilhantemente o mais poderoso sujeito da filosofia e da história humana: o sujeito comunicacional. E esta – há anos que sustento esta tese que na Europa causa inesperado assombro quando a desenvolvo – é a revolução de nosso tempo." (CONTINUA)
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La economía española se baja del pódium - Editorial do jornal espanhol
Expansión
A economia espanhola aspirou durante muito tempo fazer parte do grupo
das sete economias mais importantes do mundo, do todo-poderoso G-7,
integrado pelos Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França, Alemanha,
Itália e Canadá.
Sobretudo durante o período do governo Aznar, tentou infrutiferamente
usar a condição de oitava potência mundial para obter um assento no
G-7.
Em 2007 o Banco da Espanha certificava que a economia espanhola era a
sétima do mundo depois de ter desbancado o Canadá, mas tampouco o
presidente Zapatero teve melhor sorte em suas reivindicações, por mais
que se gabasse de que a economia espanhola estivesse entre as campeãs,
que havia superado a da Itália em renda per capita e que em breve faria o
mesmo com a da França.
Agora, a severidade com que a crise golpeou a economia espanhola e
seus efeitos de contração do PIB nos distanciaram desta velha aspiração.
Segundo os dados disponíveis, entre o primeiro trimestre de 2009 e o
primeiro deste ano, o Brasil, com um PIB de 1,8 trilhão de dólares,
desbancou a Espanha do oitavo posto, com um PIB de 1,5 trilhão.
O Brasil, cujo principal destino exportador é a China, sofreu apenas
dois trimestres de crescimento negativo entre 2008 e 2009 e suas
perspectivas de crescimento são de 7% para este exercício e de 11% para o
próximo. Apesar disso, o Banco Mundial já estimava em 2008 que a
economia espanhola ocupava a décima primeira posição do planeta,
claramente abaixo do Brasil, se se comparasse as duas em termos de poder
de compra.
Em todo caso, o dinamismo do Brasil contrasta com a paralisia da
economia espanhola e com suas pobres perspectivas de recuperação, pois
existe uma concordância generalizada de que há adiante um longo calvário
de estagnação econômica. De fato, a tímida recuperação dos dois
primeiros trimestres do ano, com a volta de baixas taxas de crescimento,
poderá ser truncada na segunda metade deste ano.
O aumento do IVA, o enorme endividamento das famílias e a
deterioração do mercado de trabalho, a falta de confiança e o eventual
aumento dos impostos manterão inibida a demanda interna, motivo pelo
qual a economia espanhola deve colocar todos os seus esforços em
revitalizar seu setor exportador que, como em crises anteriores, pode
ser o motor da recuperação.
Ontem se soube que as exportações espanholas tiveram aumento de 16,3%
no primeiro semestre, o que é um dado que dá esperanças, mas ainda
insuficiente para pensar que o setor exportador pode ocupar o lugar do
consumo interno. A depreciação do euro e o vigor da recuperação em
países da eurozona como Alemanha e França, importantes destinos de
nossas exportações, oferecem um cenário favorável, que devemos
aproveitar aumentando a qualidade e a quantidade de nossa oferta
exportadora.
Dia desses estava vendo um especial do canal Discovery sobre as grandes obras de engenharia que estavam sendo feitas na África do Sul para a copa de 2010. O programa foi feito em 2008/2009 e mostrou vários canteiros de obras. Estádios, túneis, estações, pontes e inclusive um grande aeroporto. Na reportagem inclusive mostram um teste de pouso e decolagem do maior avião de passageiros do mundo o Airbus A380, num aeroporto especialmente construído para receber esse avião . Fiquei impressionado com o que vi. Os caras gastaram somas astronômicas para se adequar as "exigências" do mundo do futebol para a realização da copa. A TV brasileira se limitou a mostrar alguma coisa dos estádios prontos e muito sobre leões, elefantes, girafas e rinocerontes.
Mas há também um outro lado. Vejam o que aconteceu ontem no país da copa:
"Milhares protestam contra gastos excessivos do Mundial
Milhares de sul-africanos fizeram uma passeata nesta quarta-feira, em Durban, para protestar contra os gastos no torneio e a demissão de seguranças, causando um novo constrangimento aos organizadores, que já tiveram que enfrentar greves e manifestações em outros pontos da África do Sul.Segundo o diário local Mail & Guardian , no dia em que o país comemorou o 34 º aniversário do levante de Soweto contra o apartheid, cerca de 3000 pessoas marcharam para denunciar a Fifa e o governo por seus gastos excessivos enquanto milhões de pessoas vivem na pobreza."Saia, máfia da Fifa!" gritavam multidões em um parque, incluindo funcionários do estádio envolvidos em confrontos com a polícia, na segunda-feira, após protestos sobre seus baixos salários.Estes protestos provocaram greves e fizeram com que a polícia da África do Sul assumisse o controle nos estádios da Copa do Mundo na Cidade do Cabo, Port Elizabeth, Durban e Joannesburgo. "Se temos dinheiro para construir estádios, não devíamos ter pessoas sem abrigo ou pessoas que tenham que viver em barracas", disse Murphy Allan organizador do protesto.Grande parte da ira dos manifestantes foi dirigida à Fifa, que obtiveram quantidade recorde de dinheiro a partir da primeira Copa do Mundo realizada na África.O órgão máximo do futebol tem insistido que a questão sobre os baixos salários não é da sua responsabilidade, já que empresas terceirizadas foram contratadas para cuidar deste assunto." Fonte: Redação Terra - Dica do Fábio

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse neste domingo, em encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, no Palácio Presidencial de Pretória, que o Brasil tem os mesmos problemas enfrentados pelo país-sede da Copa do Mundo de 2010.
Durante a preparação para o primeiro Mundial da África, a Fifa teve de lidar com dúvidas em relação ao sucesso da organização. Em seu discurso de apresentação da Copa a jornalistas, Blatter utilizou o Brasil para defender o trabalho realizado na África do Sul.
"A próxima vez que teremos de falar sobre isso será daqui quatro anos, na Copa do Brasil. Alguns dizem que o Brasil é um paraíso, mas tem os mesmos problemas e contraste social que encontramos aqui", disse.
Sem especificar quais problemas são iguais, Blatter insistiu em seu discurso de que a Copa do Mundo tem uma importância maior do que o crescimento do futebol no país e a infra-estrutura deixada. Na sua visão, o maior legado está em questões sociais e integração do povo.
"O legado maior não é na infra-estrutura, mas em questões sociais. Nós tivemos ações importantes na educação. Perfeição não existe, mas o futebol é mais do que um jogo. O futebol ajuda no plano social, econômico e político", completou.
Blatter ainda se disse feliz pelo número de policiais nas ruas e a segurança garantida pelo país até o momento. "As pessoas dizem que tem muita policial... mas Agora temos segurança. Isso é bom para todos", explicou.
O evento ainda teve a participação do presidente Jacob Zuma.O sul-africano comemorou a visita de Lula, que viajará ao lado de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e Orlando Silva, ministro do Esporte, e participará de reuniões com o mandatário no dia 9 e 10 de julho.
Em 8 de julho, três dias antes da final do Mundial da África do Sul, Luiz Inácio Lula da Silva também participará do lançamento oficial da logomarca da Copa de 2014.
Fábio de Mello Castanho para o Terra
Cheio de confiança, o presidente brasileiro Luiz Inácio da Silva está elevando seu país ao status global com crescentes avanços na política internacional. Em sua jogada mais recente, ele convenceu o Irã a concordar com um controverso acordo nuclear. Pode oferecer oportunidades para evitar sanções e guerra?
Ele foi acusado de ser muitas coisas no passado, inclusive comunista, um proletário grosseiro e um bêbado. Mas esses dias passaram. No momento em que o Brasil ascende para se tornar um poder econômico, a reputação dele experimentou um crescimento meteórico. Muitos agora vêem o presidente do Brasil como um herói do hemisfério Sul e um importante contrapeso a Washington, Bruxelas e Beijing. A revista americana Time levou a coisa um passo adiante há duas semanas, quando o nomeou "o líder político mais influente do mundo", mesmo adiante do presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Em seu país nativo, há muitos que o enxergam como candidato ao prêmio Nobel da paz.
E agora este homem, Luiz Inácio da Silva, 64, apelidado Lula, que passou a infância em uma favela como filho de pais analfabetos, marcou outro ponto. Em encontros em ritmo de maratona, ele negociou um acordo nuclear com a liderança iraniana. Na segunda-feira, apareceu triunfalmente ao lado do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan e do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Os três líderes chegaram a um acordo que acreditam tirariam da agenda as sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre as possíveis armas nucleares do Irã. O Ocidente, que vinha promovendo o fortalecimento de medidas punitivas internacionais, pareceu pego de surpresa.
Mas o contra-ataque de Washington veio na semana seguinte, abrindo um novo capítulo na crescente disputa nuclear, na qual Beijing, em particular, vinha há muito resistindo a medidas mais duras. A secretária de Estado americana Hillary Clinton anunciou: "Chegamos a um acordo-rascunho em cooperação com a Rússia e a China". A planejada resolução foi mandada a todos os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, inclusive ao Brasil e Turquia. Os dois países foram eleitos para ocupar por dois anos assentos não-permanentes no conselho de 15 membros, que precisa aceitar a resolução com pelo menos nove votos para que elas entrem em vigor.
Trecho extraído do " Brazil's Lula Vaults into Big League of World Diplomacy" de Erich Follath e Jens Glüsing da revista alemã Der SpiegelPara ler a matéria completa no blog do Azenha,
clique aqui
"Reza a sabedoria convencional que os EUA são país de centro-direita. Pois recente pesquisa conduzida pelo Pew Institute lança dúvidas sobre essa ideia. Alastram-se nos EUA muitas dúvidas e muito ceticismo sobre o capitalismo; e o apoio a alternativas socialistas emerge como força majoritária na nova geração de norte-americanos.
Realizada no final de abril e com resultados divulgados dia 4/5/2010, a pesquisa do Pew – provavelmente a mais respeitada instituição de pesquisas sociais no mundo – entrevistou mais de 1.500 norte-americanos escolhidos ao acaso e anotou as reações a expressões como “capitalismo”, “socialismo”, “movimentos progressistas”, “movimentos de cidadãos” e “milícias”.
As descobertas mais surpreendentes têm a ver com as reações a “capitalismo” e “socialismo”. Não se pode saber com certeza o que as pessoas pressupõem ao usar essas palavras; os resultados, portanto, têm de ser interpretados com cautela e no contexto de outras atitudes mais específicas em questões práticas da vida diária, como adiante se discute.
O Instituto Pew resume os resultados já no título da pesquisa: “Nem o socialismo é tão ruim, nem o capitalismo é tão bom.” De fato, o drama subjacente a alguns dos dados é bem mais complexo que isso.
Sim, o “capitalismo” ainda é visto positivamente pela maioria dos norte-americanos. Mas por uma pequena maioria. 52% dos norte-americanos reagiram positivamente àquela palavra. 37% mostraram reação de recusa; o restante disse que “não tem certeza”.
Há um ano, pesquisa do grupo Rasmussen chegou a resultados bem semelhantes. Naquela época, apenas 53% dos norte-americanos descreveram o capitalismo como “superior” ao socialismo.
Pela pesquisa Pew, agora, 29% dos norte-americanos reagiram positivamente à palavra “socialismo”. A quantidade dos positivos aumenta muito, quando se consideram alguns subgrupos-chave. Pesquisa do Gallup, em 2010, descobriu que 37% do total dos norte-americanos consideram o socialismo “superior” ao capitalismo.
É preciso ter em mente que esses números refletem um panorama geral muito amplo da opinião pública, em momento no qual as ideias da Direita dominam os meios de comunicação – com o “Movimento Tea Party” apresentado como barômetro da opinião pública média nos EUA. Pesquisa que se faça nesse momento, absolutamente não sugere um país socialista; mas, tampouco, um país apaixonado pelo capitalismo.
Os EUA não vivem tempos de dominação de alguma “centro-direita”. O que se vê é que quase metade da população ou ainda não se decidiu sobre a questão, ou está posicionada claramente contra o capitalismo. Alguns Republicanos e o Movimento Tea Party classificariam esse país, sem vacilar, como “país comunista”!
E a coisa fica ainda mais interessante, se se consideram dois subgrupos vitalmente importantes: de um lado, os jovens, “a geração do milênio”, hoje entre 18-30 anos. Na pesquisa do Instituto Pew, apenas 43% dos jovens com menos de 30 anos consideram positivamente o “capitalismo”.Mais surpreendentemente, 43% do mesmo grupo considera positivo “o socialismo”. Em outras palavras, a nova geração está rachada, praticamente ao meio, entre capitalismo e socialismo.
Os três institutos de pesquisa, Pew, Gallup e Rasmussen chegaram à mesma conclusão. Os jovens norte-americanos já não podem ser considerados como “geração capitalista”. São metade capitalistas, metade socialistas. Dado que continua a aumentar o número de jovens que reagem positivamente a “socialismo”, pode-se concluir – dependendo, é claro, do que se entenda por “socialismo” – que os EUA caminham para converter-se em país de Centro-esquerda ou, de fato, de maioria socialista.
Consideremos agora os partidos Republicano e Democrata. 62% dos Republicanos na pesquisa Pew consideram positivamente “o capitalismo”, mas 81% consideram positivo “o livre mercado” – o que sugere que há importante diferença de conceito, para os Republicanos, entre capitalismo e livre mercado. Até os Republicanos preferem pequenas empresas a grandes empresas, mas a diferença é pequena entre os que veem positivamente e os que veem negativamente as grandes empresas – o que para muitos, por boas razões, sugere que a força monopolística do capitalismo está minando o bom conceito de que gozaram os livres mercados.
A parte mais interessante, contudo, é a dos Democratas. Nos últimos tempos, nos EUA, todos ouvimos falar incessantemente dos “Blue Dog Democrats*”. Ao contrário do que faz crer o barulho que a mídia faz em torno deles, são minoritários entre os eleitores. A pesquisa Pew revelou que a base dos Democratas é surpreendentemente progressista. No mínimo, estão divididos quase exatamente ao meio, na avaliação positiva para “capitalismo” e “socialismo”. 47% dos eleitores Democratas veem “capitalismo” como positivo; 53%, como negativo. E 44% dos eleitores Democratas veem “socialismo” como positivo – ond e se vê que a negatividade sobre “capitalismo” correlaciona-se à positividade sobre “socialismo”.
Mais do que isso, vários subgrupos reagem negativamente a “capitalismo”. Menos de 50% das mulheres, os grupos de baixa-renda e os grupos de mais baixa escolaridade descrevem “capitalismo” como positivo.
A realidade, ao contrário, outra vez do que se ouve, é que Obama parece ter, sim, forte base progressista que se pode mobilizar. De fato, a palavra “progressista”, como mostra a pesquisa Pew, é um dos termos mais positivamente considerados de todo o vocabulário político norte-americano. – Substancial maioria, em praticamente todos os subgrupos, definem “progressista” como positivo.
Pode-se argumentar que nada disso significa coisa alguma, porque não se pode saber como os entrevistados definem “capitalismo” e “socialismo”. Mas nas pesquisas que tenho feito, publicadas em livros recentes como The New Feminized Majority e Morality Wars, e várias atitudes registradas em pesquisas para investigar questões concretas ao longo dos últimos 30 anos confirmam as conclusões da pesquisa Pew, pelo menos no que tenha a ver com os EUA estarem a caminho de converter-se em país de Centro-esquerda.
Em praticamente todas as grandes questões sociais — do apoio aos sindicatos e lutas pelo salário mínino, preferir vias diplomáticas à guerra, preocupação com o meio ambiente, opinião de que o “big business” está corrompendo a democracia, ao apoio aos principais programas sociais do governo –, inclusive Seguridade Social e Saúde Pública, a posição dos mais progressistas tem-se mantido consistentemente forte e relativamente estável. Se se entender que “socialismo” pode bem significar “apoio a esses programas”, facilmente se pode concluir que, sim, os EUA caminham para converter-se em país de centro-esquerda.
Se o socialismo significa alternativa genuína de sistema, então os EUA, sobretudo os jovens, estão emergindo como país majoritariamente social-democrata, ou, no mínimo, como país que deseja uma ordem mais cooperativa, mais verde, mais pacífica e socialmente mais justa.
As duas interpretações são, como todas as interpretações, manifestações de desejos. Mas ajudam a garantir aos progressistas que, mesmo na “Era do Movimento Tea Party”, apesar dos muitos perigos e da concentração sempre maior do poder e da riqueza das grandes empresas, ainda há base, na população, para implantar melhores políticas progressistas. Temos de mobilizar a população, fazê-los entender o que de fato são e podem; e por o governo Obama e o Partido Democrata desmoralizado em ‘fogo alto’, para fazê-los pular. Se fracassarmos, a Direita assumirá as rédeas e imporá seu monopólio capitalista sobre uma população de eleitores desentendidos, desorientados e mal informados.
* São os 52 deputados Democratas considerados ‘linha dura’, que fizeram oposição à reforma da Saúde do presidente Obama e à regulação dos mercados. Para saber mais, ver “A Brief History of the Blue Dog Democrats”, Claire Suddath, 28/7/2009, Time, em http://www.time.com/time/politics/article/0,8599,1913057,00.html"
Texto de Charles Derber que é professor de Sociologia no Boston College. É autor de Corporation Nation and Greed to Green. Trabalha atualmente na coordenação do Projeto Majority Agenda (http://MajorityAgendaProject.org / info@majorityagendaproject.org) .
Tradução de Caia Fittipaldi
Extraíd0 do blog do Azenha
De acordo com editorial do Le Monde:

"É Lula pra cá, Brasil pra lá! O mundo se agita com as declarações do presidente brasileiro e com as façanhas não somente futebolísticas de seus compatriotas.
Vimos Luiz Inácio Lula da Silva repreendendo a Alemanha por sua hesitação em salvar a Grécia, e oferecendo sua mediação no conflito entre Israel e Palestina.
Vimo-lo tentando, junto com os turcos, arrefecer a questão nuclear iraniana, e apoiar os argentinos em seu conflito contra os britânicos a respeito das Ilhas Malvinas e seu petróleo.
Mas "o homem mais popular do mundo", segundo Barack Obama, não se apoia somente em seu carisma para falar em alto e bom som. Ele representa um Brasil em plena forma que, após uma depressão causada pela crise, segue de perto a China e a Índia em termos de crescimento.
A Petrobras, grupo petrolífero que é a empresa mais lucrativa da América Latina, a Vale, líder mundial do ferro, a Embraer, que poderá muito bem superar a Boeing e a Airbus em breve no setor de aviação, são apenas alguns dos orgulhos de uma economia industrial de primeira ordem.
No setor agrícola o crescimento é comparável, e valeu ao Brasil o título de "celeiro do mundo". Soja, açúcar, etanol, café, frutas, algodão, frango, etc. fazem dele um concorrente temível para os produtores europeus.
Foi em 2008 que o Brasil se deu conta de suas capacidades econômicas. Até então, ele negociava com a Organização Mundial do Comércio, mas de maneira um tanto tímida. A crise que veio dos Estados Unidos e o colapso da produção industrial dos chamados países desenvolvidos o persuadiram de que era hora de partir para a ofensiva.
Agora é o Brasil, representado de forma brilhante por seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que mais pressiona por uma conclusão das negociações da Rodada Doha. Em comparação, os Estados Unidos parecem presos em um protecionismo de outros tempos.
Menos temido que a China ou a Índia, de populações na casa dos bilhões, mais respeitado que uma Rússia dependente de suas matérias-primas, o Brasil é o verdadeiro porta-voz dessas economias emergentes que puxam o crescimento mundial. Com o eixo econômico do mundo se deslocando para o Sul, ele pode com razão exigir que aqueles que estão substituindo os países do Norte sejam mais bem representados nas instâncias internacionais, a começar pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem esquecer o Conselho de Segurança da ONU, no qual o Brasil almeja uma cadeira de membro permanente.
Porque "o século 21 será o século dos países que não tiveram sua chance", e por ele acreditar estar "na metade de [sua] carreira política", Lula, 65, poderá se candidatar ao secretariado geral da ONU em 2012. Ele também deverá lutar para melhorar o G20, cuja influência ele considera "muito pequena".
Continuaremos a ouvir falar do ex-metalúrgico, amigo das favelas e dos investidores. Continuaremos a ouvir falar de um Brasil no despontar de seus "trinta anos gloriosos"."
Tradução: Lana Lim
Um editorial publicado nesta quarta-feira no jornal britânico Financial Times alerta para uma "fanfarronice latina", em especial do Brasil, em relação à sua própria situação econômica. Em um artigo intitulado precisamente assim (Latin swagger), o jornal avalia a maré de boas notícias econômicas sobre a região e, em especial, sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, escolhido pela revista americana Time na semana passada como o primeiro de uma lista de personalidades mais influentes do mundo.
Embora reconheça que haja motivos reais para celebrar sua situação econômica, o Financial Times faz uma alerta para o que chama de "complacência" latino-americana, e brasileira em especial, em relação ao seu próprio futuro. "O maior perigo financeiro que a América Latina enfrenta agora é a complacência, especialmente no Brasil", diz o jornal. "As piores quedas normalmente ocorrem justo quando se está cantando de galo."
A argumentação do jornal é a de que a região contou com uma boa dose de "sorte" na última década. Primeiro porque, calejados por crises anteriores, os bancos latino-americanos preferiram olhar para o mercado interno e evitar embarcar no risco de se expor aos empréstimos do tipo subprime, que terminaram contaminando as economias mais avançadas.
Além disso, diz o editorial, a demanda por commodities na Ásia puxou as economias latino-americanas mesmo durante a tempestade econômica nos países ricos. Por fim, argumenta o FT, as baixas taxas de juros americanas, próxima do zero, fizeram a região receber um influxo de recursos em busca de retorno mais alto.
"Qualquer um desses fatores sozinhos seria capaz de sustentar um boom. Mas a América Latina está desfrutando de todos ao mesmo tempo. Como alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI), se trata de uma bonança sem precedentes."
Para o FT, os países da região devem procurar olhar para além da bonança e tomar medidas como evitar a apreciação exagerada do câmbio - o jornal menciona especificamente o Brasil e a Colômbia - e investir em obras de longo prazo, como no setor de infraestrutura.
"Ainda assim, pode haver um excesso de capital", avalia o editorial. "O crédito brasileiro tem saltado a uma taxa de 47% e os preços de imóveis no Rio de Janeiro têm subido cerca de 50% ao ano." Para o diário, esses são "apenas dois sinais de alertas de uma dor-de-cabeça pós-boom que ainda está por vir".
Matéria extraída do Terra Economia - Invertia
Deu no site da BBC Brasil
"O relatório anual sobre direitos humanos divulgado nesta quinta-feira
pelo Departamento de Estado americano afirma que as polícias estaduais
são responsáveis por inúmeros abusos e mortes ilegais no Brasil.
"O governo federal e seus agentes não cometeram crimes politicamente
motivados, mas homicídios ilegais cometidos pelas polícias estaduais
(militar e civil) foram frequentes", diz o relatório, que reúne dados
relativos aos direitos humanos em 194 países em 2009.
O trecho relativo ao Brasil repete várias afirmações já feitas em anos
anteriores sobre o envolvimento da polícia brasileira em abusos e em
esquadrões da morte. "Em muitos casos, os policiais empregaram força
letal indiscriminada durante apreensões. Em alguns casos, mortes de
civis ocorreram após tortura por oficiais", diz o texto.
O documento afirma que as mortes perpetradas por policiais ocorreram por
diversas razões e que alguns policiais acusados de matar suspeitos "não
tinham treinamento e profissionalismo para lidar com força letal". "Em
outras ocasiões, os policiais agiram como criminosos", diz o relatório.
Impunidade
Assim como em anos anteriores, o documento volta a afirmar que
esquadrões da morte com ligações com oficiais da lei foram responsáveis
por muitas mortes - "em alguns casos, com a participação da polícia",
diz o relatório. (CONTINUA)
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Passadas mais de 24 horas da acontecimento político da semana,
praticamente nada se viu na internet dos costumeiros defensores do
Governo Lula. Estranho. Acho que muitos deles também não engoliram o
comportamento do Presidente.
Trago duas opiniões. Ambas postadas no blog do Nassif, por blogueiros. o
primeiro texto é de JB Costa, e o segundo, uma resposta é de Marcos Donisete.
Leia, analise e tire suas conclusões.
"Por JB CostaFugirei do tema proposto para tratar de outro que, seguramente, mexerá com paixões ideológicas.Trata-se da posição do Brasil, leia-se de Lula, com relação aos dissidentes cubanos e, especificamente, da morte de Solano Sapata, em greve de fome há 85 dias.Primeiramente, uma indagação: até que ponto nossa diplomacia continuará ignorando a situação política de Cuba? Fazer-se de morto é a pior estratégia e certamente não se coaduna com o protagonismo que podemos e devemos ter na geopolítica desta parte do mundo.Por mais que admiremos o simbolismo e o idealismo da Revolução Cubana; que acatemos os excessos inicais do movimento libertário desse páis das Antilhas, decerto comum em qualquer levante do tipo;que entendamos a luta de resistência frente a uma super potência por quarenta anos; que relevemos o contexto histórico em que se deu esses acontecimentos; nada disso justifica fazer pose de paisagem para um dos poucos regimes do mundo que, além de não admitir dissidência, ainda elimina aqueles que ousam resistir de forma pacífica.A oportunidade histórica que temos para arbitrar esse contencioso entre Cuba e EUA não poderá ser desperdiçada. Nunca tivemos um conceito tão elevado na comunidade internacional como agora. Tal visibilidade impõe-nos responsabilidades nunca dantes exigidas.Se nossa diplomacia permanecer com esse viés pueril de um anti-americanismo anacrônico e datado e condescender com um regime que se diz revolucionário ad infinitum, decerto que não quer chegar a lugar nenhum."
.................................*................................
"Marcos Doniseti disse:
Texto muito fraco e pobre esse do JB Costa.
É impossível entender a situação cubana sem levar em consideração o histórico das relações com os EUA. Estes, na prática, impediram a Independência de Cuba, em 1898, quando interferiram na Guerra de Independência do país contra a Espanha. (CONTINUA)
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Um artigo no diário espanhol El País avalia que, qualquer que seja o vencedor das eleições de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sairá, simbolicamente, vencedor no pleito.A análise, assinada pelo correspondente do jornal no Brasil, Juan Árias, discorre sobre os dois principais pré-candidatos na disputa – a petista Dilma Rousseff, candidata do Planalto, e o tucano José Serra, da oposição – afirmando que ambos, se eleitos, "seguirão o caminho" de Lula.
"A partir do próximo dia 1º de janeiro, o Brasil será um Brasil sem Lula. O que acontecerá? Nada", diz o repórter.
"Continuará sendo um país com instituições democráticas consolidadas, que não apenas conseguiu sair, sem se quebrar, da crise mundial, mas que está crescendo; um país sem possibilidades de golpe de nenhum tipo e que, apesar de alguns rompantes populistas em alguns momentos – sobretudo pela influência do chavismo – não se deixou arrastar pelo populismo da vez na América Latina."
Juan Árias aposta que a disputa presidencial deste ano será disputada. De um lado está Dilma, "uma espécie de sombra" de Lula, diz o analista. "Se ela vencer, as eleições seriam na verdade um terceiro mandato de Lula e garantiriam a continuidade de um certo lulismo."
Porém, diz o texto, "Dilma não é Lula". "É quase um anti-Lula porque, mais que uma iluminada e uma improvisadora como ele, é uma gestora, que carece do carisma transbordante de seu chefe", descreve.
Já Serra "suporia a alternância normal, interrompendo de alguma forma a continuidade do PT no poder", avalia Árias.
Mas o autor acredita que o tucano não é um "anti-Lula" e que, portanto, a escolha entre sua política e a política atual é "um falso dilema". "Com Serra, o Brasil seria um país sem Lula, mas ainda com Lula, no sentido de que o governador paulista não nega nenhuma das conquistas sociais de seu governo."
Na opinião do correspondente, a campanha de Serra não seria "contra Lula", mas "depois de Lula". "Para Serra, seu governo não seria uma fotocópia do passado social-democrata, mas uma página nova."
Na avaliação do correspondente do El País, "sem Lula agora, e talvez com Lula amanhã de novo, o Brasil é um país que tomou o trem na direção certa, que o levará a consolidar o milagre de seu desenvolvimento".
Da BBC Brasil
Essa raça tem na Inglatera, tem nos EUA, no Canadá, na Alemanha, na China, no Japão, etc.
Líder político corrupto, essa
praga, existe desde os primórdios da humanidade em qualquer parte do
mundo.
O que diferencia um país do outro é que em muitos os corruptos
se descobertos, são condenados e em muitos de forma exemplar.
Já em
outros países, entre os quais está o nosso, a coisa fica circulando nos
tribunais e as condenações, quando acontecem, são brandas e ninguém se lembra mais do
fato. Já Inglaterra a coisa é diferente. Quem sabe um dia a gente chega lá...
Quatro parlamentares britânicos serão indiciados por fraude por terem submetido pedidos de reembolso de despesas considerados indevidos, informou a promotoria pública britânica.Os parlamentares, três deputados do Partido Trabalhista e um conservador, membro da Câmara dos Lordes (a câmara alta do Parlamento), foram os únicos indiciados na Justiça após o escândalo dos reembolsos irregulares que sacudiu o Parlamento britânico no ano passado."Nos quatro casos, concluímos que há provas suficientes para as acusações criminais e que é do interesse público acusar estes indivíduos", afirmou o diretor da promotoria pública, Keir Starmer nesta sexta-feira em Londres.Os acusados são os trabalhistas Elliot Morley, Jim Devine e David Chaytor, e o conservador Paul White.Em uma declaração conjunta, os quatro negaram as acusações. A pena máxima prevista para a acusação, de fraude contábil, é de sete anos de prisão.Aluguel e notas falsas (CONTINUA)
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A revista britânica The Economist traz na sua última edição, publicada (Dia 04/02-quinta-feira), um artigo em que diz que o governador de São Paulo, José Serra, precisa iniciar já a sua campanha à Presidência da República para ter chances de vencer.No texto, intitulado Serra espera, um pouco pacientemente demais, pela Presidência, a revista traça um perfil do governador, destacando que ele "é certamente um forte candidato a ocupar a vaga" de Luiz Inácio Lula da Silva.
"O líder na futura disputa presidencial no Brasil tem feito um bom trabalho governando o maior Estado do país. Mas para manter sua liderança, ele precisa começar a fazer campanha", diz o artigo.
"Apesar de todas as boas histórias que tem para contar sobre seu período como governador, a forte liderança que ele manteve nas pesquisas por um ano recentemente diminuiu, à medida que o presidente Lula, ainda imensamente popular após sete anos no governo, tem feito campanha com vigor para sua candidata, Dilma Rousseff."
A revista ressalta que Serra e Dilma têm semelhanças ideológicas, embora o governador "pareça mais inclinado a impulsionar reformas fundamentais necessárias para melhorar os serviços públicos e acelerar a economia".
"Rousseff, embora seja uma administradora capaz, é ainda menos carismática que seu rival. Por isso, os números de Serra devem voltar a subir assim que ele inicie sua campanha."
"Mas, o turbulento sistema multipartidário brasileiro, no qual candidatos precisam costurar delicadamente amplas coalizões, é duro para aqueles que perderam impulso. Serra precisa fazer comícios e começar a se promover agora, se não quiser ser lembrado como o melhor presidente que o Brasil nunca teve", conclui o artigo.
da Folha Online
Um grupo de ex-aliados do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, integrado por antigos ministros, militares e congressistas, pediu sua renúncia hoje considerando que, depois de 11 anos no cargo, o político "não tem legitimidade nem capacidade de governar".
"Presidente Chávez, nós que fizemos da defesa da Constituição nossa luta [...] para evitar maiores males e desgraças ao país, como estão ocorrendo, exigimos formalmente a sua renúncia", pede o documento, assinado pelo grupo Polo Constitucional e publicado hoje na imprensa venezuelana.
Entre as assinaturas estão a do ex-ministro de Relações Exteriores Luis Alfonso Dávila, do ex-ministro de Defesa Raúl Isaías Baduel, de Herman Escarrá, um dos principais redatores da atual Constituição, e de dois ex-comandantes que acompanharam Chávez na tentativa de golpe de Estado em 1992, Yoel Acosta e Jesús Urdaneta, entre outros.
O texto afirma que Chávez deve deixar o poder por "seu projeto absolutista e totalitário", "pela falta de prestação de contas", "pela linguagem imprópria" empregada que "despe a alma intolerante, mesquinha, cheia de ódio e de ressentimento". Chávez "não tem autoridade moral e material para governar, pois não responde à satisfação das exigências do povo", continua.
O Polo Constitucional reivindica também o direito dos venezuelanos "à propriedade privada", à "educação plural" e ao "pluralismo político" e lamenta que o Exército e outras instituições estejam "distorcidas pela penetração de elementos estranhos", em uma clara alusão a Cuba. Além disso, considera que o atual Executivo peca por uma "centralização irresponsável que coloca seus caprichos na frente das necessidades do Estado".
Os responsáveis pela carta dizem que a Venezuela vive com falta de água, energia elétrica, sofre com altos índices de insegurança e com uma "escandalosa corrupção", que "agregam elementos para a desqualificação de Chávez como governante".
"Funcionários, familiares e personagens conhecidos como os 'boliburgueses' [burgueses bolivarianos] saquearam administrações, ministérios, Prefeituras, empresas do Estado", assegura o texto opositor.
Chávez disse neste domingo em seu programa dominical de rádio e televisão "Alô Presidente" e em seu artigo semanal "As linhas de Chávez" que observou nas manifestações contra ele nos últimos dias "o mesmo formato de violência" de abril de 2002, quando foi derrubado durante dois dias. "Há grupos que estão chamando os militares ativos, incitando-os. Recomendo que não o façam porque juro que minha resposta será forte", advertiu Chávez.
Com Efe e France Presse