8 de Fevereiro de 2010 às 11:30
Por: Aldo Nestor Siebert
Vai ver que era isso que estava faltando para começar o debate. Dilma sai na frente. Lança os principais pontos do seu programa de governo. Serra ainda não disse nada sobre o seu, mas pelo menos o líder tucano na Câmara encontrou motivo para começar o debate.
"Marcela Rocha no Terra Magazine
O programa de governo da pré-candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, prevê um Estado maior sobre a economia e é considerado mais à esquerda do que a gestão Lula. O líder tucano na Câmara, João Almeida (BA), comemora a diretriz do documento: "Com essa posição, o PT nunca ganhou eleição presidencial".
- Para ganhar, Lula teve que deixar de ser candidato só pra marcar posição, resolveu fazer alianças com outros partidos e, na última hora, fez a Carta aos Brasileiros, renunciando ao programa do PT - argumenta o deputado.
Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que cita o documento em discussão, o programa será apresentado no Congresso Nacional do PT, entre os dias 18 e 20 deste mês. Em seguida, a proposta deve aglutinar sugestões de outros partidos da coalizão governista, como o PMDB.
Para o líder tucano, esse programa é uma tentativa petista de reanimar setores ligados à "ditadura do proletariado". Este conceito foi desenvolvido pelo filósofo de esquerda Karl Marx e pelo sociólogo Friedrich Engels, e diz respeito a um período de transição entre a sociedade capitalista e a comunista.
- Lula quer atingir a corrente petista da República sindicalista, da qual teve que abrir mão quando fez a Carta (aos Brasileiros). Agora, parece que eles tomam força. Eu senti a presença dessa ala petista no Plano Nacional de Direitos Humanos.
A "Carta aos Brasileiros" foi um documento assinado em julho de 2002 pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, garantindo que respeitaria os contratos nacionais e internacionais caso eleito.
Sobre a candidatura de seu partido, o líder afirma que uma chapa José Serra (SP), como presidente, e Aécio Neves (MG), como vice, lhe agrada: "São os dois governadores mais importantes do país e dos dois maiores colégios eleitorais". "Isso não é isolamento, mas união de forças e coincidentemente as duas maiores forças são do mesmo partido", justifica."